
Espargos, 16 Fev (Inforpress) – O ministro do Turismo e Transportes afirmou hoje, no Sal, que não existe qualquer surto de shigella declarado em Cabo Verde, nem foi recebida qualquer notificação formal internacional que identifique o país como origem de um surto epidemiológico.
José Luís Sá Nogueira falou em conferência de imprensa para fazer o balanço das visitas e encontros realizados nos últimos dias com operadores turísticos e autoridades de saúde na ilha do Sal, na sequência de notícias veiculadas em alguns meios e redes sociais que associavam Cabo Verde a um eventual surto da doença.
Segundo o governante, Cabo Verde dispõe de sistemas ativos e articulados de vigilância sanitária, plenamente integrados nos mecanismos internacionais de monitorização e resposta em saúde pública, o que permite uma atuação preventiva, organizada e baseada em dados técnicos.
“Desde o surgimento destas notícias, mantivemos uma postura de responsabilidade e proximidade institucional, com encontros com os operadores hoteleiros e com a estrutura de saúde da ilha, para reforçar a articulação, partilhar informação técnica actualizada e assegurar o rigor no cumprimento dos protocolos de vigilância e prevenção”, afirmou.
O ministro sublinhou que nenhum país está absolutamente imune a ocorrências pontuais em matéria de saúde, mas destacou que o que distingue os Estados responsáveis é a capacidade de vigilância, transparência e resposta, competências que, segundo disse, Cabo Verde tem demonstrado de forma consistente.
Questionado sobre eventuais impactos na imagem turística do país, o governante garantiu que o arquipélago continua a receber turistas diariamente e que o país “está cheio de turistas neste momento”, admitindo, no entanto, que não é possível afastar totalmente possíveis repercussões futuras de notícias veiculadas sem bases científicas.
Relativamente ao cumprimento das normas sanitárias em unidades hoteleiras, restaurantes e bares, o ministro assegurou que a legislação cabo-verdiana impõe o cumprimento rigoroso dos regulamentos sanitários, e que as autoridades competentes realizam fiscalizações e investigações sempre que surgem suspeitas de casos pontuais.
No quadro do reforço da coordenação institucional, José Luís Sá Nogueira informou ainda que foram realizados encontros conjuntos com operadores turísticos, autoridades de saúde, a câmara municipal e outras entidades, com vista a alinhar posições e garantir que a ilha do Sal continue a ser um destino seguro, preparado e de confiança.
“O nosso país construiu a sua reputação com base na estabilidade, segurança e qualidade dos seus serviços. A mensagem que deixamos é de serenidade, responsabilidade e confiança, atuando sempre com base em dados oficiais e articulação institucional”, concluiu.
NA/JMV
Inforpress/Fim
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