
Mindelo, 09 Fev (Inforpress) – O arquipélago de Cabo Verde continua sendo um turístico “seguro, estável e acolhedor”, garantiu o ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, José Luís Livramento, ao esclarecer sobre alegadas mortes de turistas por infecções.
Em conferência de imprensa, no Mindelo, o governante disse que o seu ministério, em estreita articulação com o Ministério da Saúde e Ministério do Turismo, repudia formalmente “as falsas alegações divulgadas por certos órgãos de comunicação que associam indevidamente a República de Cabo Verde a um alegado surto de shigella”.
Em causa está uma reportagem publicada no dia 01 de Fevereiro, por um jornal britânico, com o título “Famílias de turistas britânicos mortos por infecção em Cabo Verde recorrem à Justiça”.
“Cabo Verde permanece sendo um destino turístico seguro, estável e acolhedor, desenvolvendo periódicas e rigorosas inpecções a todas as unidades turísticas, com realce para os hotéis”, sustentou José Luís Livramento.
O país, acrescentou, também aposta na aplicação de altos padrões, nomeadamente a nível do saneamento urbana,
“A credibilidade nacional construída através de décadas de uma governação responsável e de trabalho sério , não será comprometida por narrativas desprovidas de rigor factual”, afiançou.
Isto porque, sublinhou o ministro, as acusações se caracterizam pela ausência de fundamentação técnica ou de notificação oficial através dos canais diplomáticos e sanitários internacionalmente estabelecidos.
O país, advertiu o governante, opera com base em evidências técnicas e nos mecanismos oficiais de comunicação entre Estados, pelo que a mera associação temporal entre viagens e ocorrências “não constitui prova de causalidade”.
Por outro lado, tais situações, sustentou, exigem confirmação laboratorial e investigação epidemiológica devidamente estruturada, requisitos que, clarificou o ministro, “não foram observados nas notícias divulgadas”.
Jorge Luís Livramento garantiu que para o cabal esclarecimento dos factos, o Ministério dos Negócios Estrangeiros já estabeleceu uma ampla acção.
Entre as medidas programadas está a instrução das missões diplomáticas para que actuem junto dos países onde estão acreditados para esclarecer as autoridades, porque “falsidades não podem passar em branco”.
LN/JMV
Inforpress/Fim
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