
Espargos, 09 Fev (Inforpress) – O presidente da câmara do Sal afirmou hoje que a infância constitui “prioridade das prioridades” da edilidade, após a assinatura de protocolos que garantem um apoio mensal de 50 mil escudos a quatro novos jardins infantis e ATL.
A iniciativa, desenvolvida em articulação com o Ministério da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, segundo Júlio Lopes, visa assegurar condições de sustentabilidade a espaços de acolhimento de crianças e jovens no concelho, cobrindo despesas fixas como rendas e salários de monitores.
“A Câmara Municipal do Sal e o Ministério da Família estabeleceram como prioridade a infância aqui no Sal. Todos os jardins infantis, todas as Actividades de Tempos Livres (ATL) e espaços de atendimento e acolhimento de crianças e jovens têm apoio da câmara municipal”, afirmou.
O subsídio mensal, no valor de 50 mil escudos por instituição, destina-se a cobrir despesas essenciais, nomeadamente o pagamento de renda e de um monitor, permitindo assim o regular funcionamento destes espaços.
Segundo o edil salense, a estratégia passa por apoiar jovens formados na área que decidam criar os seus próprios espaços educativos, fomentando o autoemprego e a prestação de serviços sociais à comunidade.
O protocolo hoje rubricado contempla quatro jovens formadas que investiram em estruturas próprias. O autarca aproveitou a ocasião para exortar outros profissionais do sector a seguirem o mesmo caminho, assegurando que o suporte financeiro continuará disponível para novas iniciativas.
Por sua vez, uma das beneficiárias do protocolo, Nalineida Lopes, classificou o subsídio como um “contributo decisivo” para assegurar o pagamento da renda e o normal funcionamento da instituição, reforçando igualmente a credibilidade da creche junto da sociedade.
A responsável salientou que, sendo uma instituição recente, a entrada no mercado apresenta sempre desafios, pelo que a parceria com a autarquia funciona como um “empurrão importante" para consolidar o projecto e atrair novos parceiros.
Segundo explicou, o espaço foi criado não apenas com fins económicos, mas também com a “missão social” de apoiar, sobretudo, mães solteiras e famílias com dificuldades financeiras, garantindo que mais crianças tenham acesso ao jardim infantil.
Nalineida Lopes destacou ainda que, com este protocolo será possível integrar crianças encaminhadas pelos serviços sociais da câmara municipal e responder à procura existente na zona de Ribeira Funda, onde a oferta tem sido insuficiente face às necessidades da comunidade.
NA/CP
Inforpress/Fim
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