AAI lança projecto de reforço da permanência regular de imigrantes da CEDEAO orçado em 11 mil contos

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AAI lança projecto de reforço da permanência regular de imigrantes da CEDEAO orçado em 11 mil contos
09/02/26 - 12:24 pm

Cidade da Praia, 09 Fev (Inforpress) - A Alta Autoridade para a Imigração (AAI) lançou hoje, na Praia, o projecto “Fortalecendo oportunidades e fomentando a integração”, orçado em 100 mil euros, visando a melhoria das condições de vida dos imigrantes da CEDEAO no arquipélago.

O projecto, financiado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) em cerca de 11 milhões de escudos, foca na permanência regular, na actividade económica e na participação social dos cidadãos da sub-região, que representam 60 por cento (%) da população estrangeira residente em Cabo Verde.

Em declarações à imprensa, a presidente da AAI, Carmem Barros, explicou que a iniciativa aposta no fomento do empreendedorismo, na formalização de negócios e no reforço do movimento associativo.

“Percebemos muito bem, com a regularização extraordinária feita em 2022, que aumentou o nível de permanência regular dos estrangeiros, a importância do tipo de actividade”, disse, sublinhando o papel do projecto na continuidade deste processo de integração.

No mesmo encontro, a AAI apresentou o II Relatório sobre a População Estrangeira e Imigrante em Cabo Verde, elaborado em parceria com o Observatório das Migrações, órgão reactivado em 2024.

O documento reúne dados dos censos de 2000, 2010 e 2021, bem como estatísticas administrativas relativas à emissão de vistos, autorizações de residência, pedidos de nacionalidade, acesso à segurança social, educação e formação profissional, permitindo analisar a evolução e as tendências da imigração no país.

Entre as principais conclusões, o documento aponta o aumento significativo da população estrangeira em Cabo Verde, maioritariamente proveniente de países africanos, embora se observe uma crescente diversificação a partir de 2010, com aumento contínuo da imigração asiática.

“Mas dizer que se percebe uma certa diversificação a partir de 2010. Até 2010, os dados eram maioritariamente de imigrantes que vinham do continente africano e do continente europeu, a partir desta data, os asiáticos começam a aumentar”, observou Carmem Barros.

Outros dados, apontou, tem a ver com o nível das autorizações de residência, a importância do período de regularização extraordinária, visto que de 2020 a 2024, 40% das autorizações de residência foram concedidas no quadro deste processo, demonstrando a importância do que se foi feito para a regularização.

O projecto agora lançado formalmente, com a participação da Comissão da CEDEAO, enquadra-se no Programa de Apoio à Cooperação Transfronteiriça da organização regional, tendo a sua implementação prática arrancado no final de 2025.

LT/CP

Inforpress/Fim

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