
Mindelo, 29 Jan (Inforpress) - O primeiro-ministro disse hoje que, com a inauguração do sistema de armazenamento de energia em baterias, São Vicente alcança 40 por cento (%) de produção energética renovável e reforça a meta nacional de ter 35% em 2026.
Ulisses Correia e Silva falava ao presidir à inauguração do sistema de armazenamento de energia em baterias, actualmente o maior do País, junto com o presidente da empresa promotora do projecto, Cabeólica, Bruno Lopes.
Trata-se de um sistema com capacidade para oito megawatts-hora, fruto de um investimento de oito milhões de euros (cerca de 880 mil contos).
Segundo o chefe do Governo, em poucos meses concretizaram investimentos em energia renovável em São Vicente, avaliados em um milhão e 250 mil contos, dos quais o Parque Solar e o sistema de armazenamento de energia em baterias.
Pelo que, considerou, com esses dois investimentos, São Vicente alcançará 40% de produção energética renovável, o que reforça a concretização da meta nacional de ter 35% de produção de energia renovável até o final de 2026.
"São Vicente irá passar para 40% de produção energética renovável. E actualmente, a capacidade de produção eólica e de armazenagem é cerca de 50%. Quer dizer que, com este evento, o investimento vai aumentar significativamente”, regozijou-se.
Para o primeiro-ministro, cada passo ajudará o Governo a alcançar a meta de ter mais de 50 % de produção de energia renovável em 2030.
Além disso, sublinhou que o País ficará menos exposto às mutações dos preços internacionais de combustíveis e a crises energética.
O presidente da Cabeólica, Bruno Lopes, destacou que as baterias de última geração vão possibilitar a prestação de serviços de armazenamento de energia, de estabilização da rede, regulação da frequência e permitir maior penetração de energia solar e eólica.
“São ferramentas técnicas essenciais que permitirão compensar e gerir a intermitência por parte das energias renováveis. Em concreto, resulta em maior resiliência para o sistema eléctrico em São Vicente e uma maior penetração de energia solar e eólica”, afirmou a mesma fonte, informando que a Cabeólica passa a prestar serviços à rede pública.
Segundo Lopes, o projecto permitirá à Cabeólica produzir cerca de 150 gigawatt-hora por ano, representando sozinha cerca de 30 por cento (%) da produção eléctrica em Cabo Verde.
Para o presidente do conselho da administração da Electra, João Spencer, o sistema é “muito mais do que um elemento importante” para a rede energética.
Isto porque, elucidou, vai garantir às empresas do grupo Electra “trabalhar em perfeita sintonia” para garantir uma energia “limpa, mais estável e mais acessível a todos os cabo-verdianos”.
“Com este sistema, o Operador Nacional do Sistema Elétrico de Cabo Verde (ONSEC) pode agora gerir as flutuações da produção eólica e solar em milissegundos, mantendo a rede firme e permitindo a integração crescente de energia renovável, sem comprometermos a segurança do fornecimento”, afirmou.
Conforme João Spencer, para a Empresa de Produção de Eletricidade de Cabo Verde (EPEC) este projecto significa eficiência e poupança real.
“Com estas baterias, os nossos motores podem agora operar de forma mais equilibrada e eficiente, poupando combustível, reduzindo custos de manutenção e diminuindo a nossa dependência de combustíveis importados”, destacou.
Considerou ainda que para a Empresa de Distribuição de Electricidade de Cabo Verde (EDEC), que serve directamente as famílias e empresas de São Vicente, este projecto traduz-se em “qualidade, confiança no serviço, menos oscilações de tensão, menos interrupções e uma produção mais estável”.
CD/JMV
Inforpress/Fim
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