Deputados do MpD alertam para atrasos e falta de dinamismo na Câmara de São Lourenço dos Órgãos

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Deputados do MpD alertam para atrasos e falta de dinamismo na Câmara de São Lourenço dos Órgãos
29/01/26 - 08:18 pm

João Teves, 29 jan (Inforpress) - Os deputados do Movimento para Democracia (MpD) manifestaram hoje preocupação com o funcionamento da Câmara Municipal de São Lourenço dos Órgãos, apontando atrasos, falta de dinamismo e dificuldades na gestão autárquica.

Em declarações à Inforpress, o deputado municipal Diamantino Freire afirmou que existem atrasos na assinatura de deliberações camarárias, denunciando que decisões tomadas há vários meses só foram formalizadas recentemente, situação que, segundo disse, não respeita os procedimentos legais nem garante transparência na gestão municipal.

O eleito municipal apontou igualmente dificuldades no acesso à documentação por parte dos vereadores e deputados municipais, e explicou que, em alguns casos, os documentos não são disponibilizados na totalidade, o que impede uma análise rigorosa das propostas submetidas à apreciação.

Diamantino Freire mostrou ainda preocupação com a execução da obra do mercado municipal, que se encontra em curso, salientando a inexistência de placa informativa visível, o que, segundo ele, levanta dúvidas quanto à identificação da obra e à sua condução.

No domínio dos recursos humanos, criticou a política de reclassificação e remuneração dos funcionários, em particular das monitoras, considerando que os salários praticados se encontram abaixo do previsto na lei e no Plano de Carreira, Funções e Remunerações (PCFR), apesar de a câmara dispor de condições financeiras para cumprir os enquadramentos legais.

Por seu turno, a deputada nacional Anilda Tavares afirmou que, no contacto mantido com munícipes durante a visita ao concelho, constatou um sentimento generalizado de desilusão face ao desempenho da Câmara Municipal.

Segundo disse, os munícipes disseram não sentir a presença da autarquia, e que o município se encontra praticamente parado há cerca de um ano.

Anilda Tavares sublinhou que os eleitos têm o dever de fiscalizar a acção camarária, mas também de contribuir para a superação das dificuldades actuais do concelho.

DV/JMV

Inforpress/Fim

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