Prevalência da deficiência em Cabo Verde atinge 11,6% da população com cinco ou mais anos - INE

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Prevalência da deficiência em Cabo Verde atinge 11,6% da população com cinco ou mais anos - INE
23/12/25 - 10:04 am

Cidade da Praia, 23 Dez (Inforpress) - A prevalência da deficiência ajustada à idade em Cabo Verde situou-se em 11,6% da população com cinco ou mais anos, em 2021, revela o V Recenseamento Geral da População e Habitação (V-RGPH 2021), divulgado hoje pelo INE.

Os resultados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que a deficiência aumenta de forma significativa com a idade, passando de 5,0% entre as crianças dos 05 aos 17 anos para 11,1% na população dos 40 aos 49 anos, atingindo 55,9% entre as pessoas com 80 ou mais anos, o que representa uma diferença de 50,9 pontos percentuais face ao grupo etário mais jovem.

Na população adulta (18 anos ou mais), a prevalência da deficiência é mais elevada entre as mulheres (16,3%) do que entre os homens (10,9%), uma diferença de 5,4 pontos percentuais.

Por tipo de deficiência, a visão é a mais frequente, afetando 8,3% da população, seguida da mobilidade (4,3%), da cognição ou capacidade de concentração (2,7%), da audição (2,3%) e da comunicação (0,9%).

Os dados revelam ainda desigualdades ao nível da escolaridade. 

Cerca de 28,8% dos adultos com deficiência não possuem qualquer nível de escolaridade, enquanto entre os adultos sem deficiência esta percentagem é de 7,5%. A maioria das pessoas com deficiência frequenta apenas o ensino primário.

Entre as crianças dos 05 aos 17 anos, a prevalência de pelo menos uma deficiência é de 5,0%, sendo a visão o tipo mais comum (3,1%), seguida da cognição (1,1%).

O estudo indica igualmente que a percentagem de crianças com deficiência que não frequentam uma instituição de ensino é superior à das crianças sem deficiência, com uma diferença de cerca de 5%.

Sobre o contexto familiar, 5,4% das crianças com deficiência têm pelo menos um dos pais falecido, face a 4,6% entre as crianças sem deficiência. 

Contudo, a vivência com os pais no agregado familiar mostra-se ligeiramente mais favorável para as crianças com deficiência, uma vez que 18% vivem sem os pais, contra 20,5% das crianças sem deficiência.

O estudo foi realizado com base no V-RGPH 2021 e em colaboração com o Grupo de Washington sobre Estatísticas de Deficiência, utilizando o questionário básico de funcionalidade para medir dificuldades em áreas como visão, audição, mobilidade, cognição, comunicação e autocuidado.

TC/AA

Inforpress/Fim

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