Porto Novo: Comunidade imigrada quer estar regularizada para poder investir no município

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Porto Novo: Comunidade imigrada quer estar regularizada para poder investir no município
15/10/26 - 08:25 pm

Porto Novo, 15 Out (Inforpress) – A obtenção do cartão de residência constitui a principal preocupação da comunidade dos imigrantes no município do Porto Novo, na ilha de Santo Antão, informou hoje o representante da comunidade, Abubakar Sillah.

Abubakar Sillah falava à imprensa no final de um encontro da comunidade imigrada no Porto Novo com Alta Autoridade para a Imigração, em que estiveram em análise as dificuldades enfrentadas pelos cidadãos da Costa Ocidental da África para conseguir a desejada regularização.

“Sentimos bem aqui no Porto Novo, queremos viver aqui, muitos dos imigrantes querem investir, mas falta-nos o cartão de residência”, notou a mesma fonte, que destacou o suporte que os cidadãos têm recebido da Câmara Municipal do Porto Novo no processo de regularização.

A edil do Porto Novo, Elisa Pinheiro, disse que a sua autarquia tem estado a fazer um trabalho de proximidade com a comunidade, que “não tem tido vida facilitada, devido aos entraves enfrentados na renovação dos documentos de residência”.

Para ultrapassar os obstáculos, a edilidade porto-novense tem estado a trabalhar com a Alta Autoridade para Imigração no sentido de ajudar os cidadãos na resolução dos seus problemas, que se prende essencialmente com os entraves na obtenção do cartão de residência.

Graças a isso, muitos dos imigrantes estão a conseguir os seus documentos, avançou a presidente da edilidade, lamentando, porém, as dificuldades que os filhos dos imigrantes nascidos em Cabo Verde enfrentam para obter a nacionalidade.

Esta situação tem condicionado a vida desses cidadãos, alertou a autarca.

“Os filhos dos imigrantes não têm conseguido dar passos na vida, já que não conseguem a nacionalidade. Isso é injusto e é algo que devemos trabalhar com o Governo para que seja ultrapassado”, sublinhou Elisa Pinheiro.

No encontro, o segundo da Alta Autoridade para a Imigração, em pouco mais de dois meses, com a comunidade imigrada, foram abordados temas como a autorização de residência (tipos), o reagrupamento familiar, com atestado de residência e nacionalidade.

A comunidade africana residente no município do Porto Novo exerce a sua actividade sobretudo no comércio e restauração.

JM/JMV

Inforpress/Fim

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