Joana Rosa apresenta candidatura à Presidência da República com aposta na proximidade, no diálogo e na defesa das instituições

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Joana Rosa apresenta candidatura à Presidência da República com aposta na proximidade, no diálogo e na defesa das instituições
01/10/26 - 10:24 pm

Cidade da Praia, 01 Out (Inforpress) – A candidata à Presidência da República Joana Rosa afirmou hoje que a sua decisão resulta do percurso político e institucional que construiu ao longo dos anos e da vontade de fazer mais por Cabo Verde.

Na apresentação pública da candidatura, realizada na Assembleia Nacional, a antiga ministra defendeu um exercício presidencial diferente, assente na proximidade aos cidadãos, no diálogo entre as instituições e na defesa da Constituição e do Estado de Direito.

Em declarações aos jornalistas, Joana Rosa explicou que a decisão de se candidatar resulta do percurso que construiu enquanto autarca, deputada, líder parlamentar e membro do Governo.

“Para me candidatar, esse percurso levou-me a entender que deveria dar um salto e disponibilizar-me para trabalhar e fazer mais para Cabo Verde”, afirmou.

A candidata destacou igualmente o facto de ser mulher, considerando que a sua candidatura constitui, segundo afirmou, a primeira de uma mulher à Presidência da República de Cabo Verde.

Contudo, defendeu que essa condição deve ser valorizada em conjunto com a competência e a capacidade para exercer o cargo.

“É um facto que eu acho que todos os cabo-verdianos devem valorizar, mas sobretudo valorizar a competência, valorizar a capacidade da candidata de fazer melhor”, afirmou.

Joana Rosa defendeu uma Presidência da República de proximidade, que possa marcar a diferença enquanto garante do cumprimento da Constituição, dos direitos e regalias dos cidadãos e esteja ao serviço do país.

Sublinhou ainda que a sua candidatura pretende propor aos cabo-verdianos um exercício presidencial diferente, capaz de marcar diferenças e produzir impactos na vida dos cidadãos.

“Dentro daquilo que são os poderes presidenciais, de influenciação, de fazer pontes, garantir a estabilidade, o bom funcionamento das instituições”, acrescentou.

É neste contexto que a candidata apresenta como lema da candidatura “Sentir, Servir e Proteger”.

“Sentir porque queremos estar próximos, eu quero estar próxima aos cidadãos, próxima a tudo quanto disser respeito aos desafios do país, servir colocando ao serviço do país e não ao contrário”, declarou.

A candidata associa esta visão à necessidade de garantir o equilíbrio entre os poderes e preservar o pluralismo, a democracia e o Estado de Direito.

“Precisamos é ter o equilíbrio do poder porque precisamos é cada vez mais na diversidade construir aquilo que são, eu diria, as estratégias e desafios do país”, afirmou.

Joana Rosa anunciou igualmente a abertura de um período de audição aos cidadãos, com o propósito de escutar as suas preocupações, expectativas e propostas, considerando que este processo deverá contribuir para a construção de uma candidatura assente numa relação de proximidade com os cidadãos.

Questionada pelos jornalistas sobre se considera que o facto de ser mulher poderá constituir uma vantagem na candidatura, Joana Rosa respondeu que pretende que essa condição seja valorizada, mas não isoladamente.

“Eu quero ter vantagem não só porque sou mulher, eu quero ter vantagem pelo facto de ser mulher, mas também pelo facto de ter uma plataforma diferente, pelo facto de querer construir um exercício de Presidente da República diferente”, afirmou.

Além de Joana Rosa, a corrida às presidenciais de 15 de Novembro integra Gilson Alves, Antero Tavares, Casimiro de Pina, José Maria Neves e Loisito Tavares.

JBR/JMV

Inforpress/Fim

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