
Nova Sintra, 18 Ago (Inforpress) – Um grupo de adolescentes da Brava, coordenado por um emigrante residente na ilha, promove há cerca de cinco anos campanhas de limpeza nas praias, contribuindo para a preservação ambiental e para a manutenção da limpeza do município.
Em declarações à Inforpress, o responsável pelo grupo, Abrão de Sousa, explicou que a iniciativa começou de forma espontânea, quando, num dia em que se preparava para ir pescar, alguns adolescentes lhe pediram para acompanhá-lo.
“Eu aceitei, mas com a condição de terem a autorização dos pais”, contou, acrescentando que, desde então, começaram a frequentar diferentes praias, sobretudo na comunidade de Furna, entre as quais a praia de Cadjetinha.
Com o passar do tempo, segundo Abrão de Sousa, foi formado um grupo que passou a realizar intervenções de limpeza em diferentes zonas da ilha, sobretudo nas praias.
Para integrar o grupo, explicou, os adolescentes devem apresentar “bom comportamento e boas notas na escola”.
Nos casos em que algum integrante apresenta dificuldades escolares, os colegas com melhores resultados ajudam-no a melhorar o desempenho.
Ao longo dos cinco anos de existência, o grupo já realizou intervenções em várias praias da ilha Brava, numa iniciativa que, segundo o coordenador, alia a proteção ambiental à convivência saudável entre os jovens.
Além das acções nas praias, na segunda-feira, 17, o grupo realizou também uma campanha de limpeza nos arredores de Nova Sintra, com o objectivo de reforçar o trabalho que vinha sendo desenvolvido pelo grupo da Delegacia de Saúde.
“Já estamos na época das chuvas, por isso todo o cuidado é pouco. Devemos estar sempre alerta para prevenir a criação de focos de mosquitos”, alertou, apelando à participação de todos na manutenção da limpeza das comunidades.
Para o coordenador, estar junto dos adolescentes representa também uma forma de terapia e satisfação pessoal.
“Para mim, estar com estes adolescentes é uma terapia, porque gosto muito. Além de fazermos o bem ao meio ambiente, também nos divertimos, pescamos, jogamos e fazemos brincadeiras”, afirmou.
Abrão de Sousa defendeu a continuidade destas atividades, considerando que, além de contribuírem para a preservação ambiental, ajudam a ocupar os jovens de forma saudável e a promover valores como responsabilidade, companheirismo e cidadania.
DM/JMV
Inforpress/Fim
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