
Mindelo, 25 Jul (Inforpress) – A delegada de Saúde de São Vicente instou hoje à colaboração da população na correcta gestão dos resíduos sólidos, alertando que o lixo acumulado favorece a proliferação de mosquitos transmissores da dengue e do paludismo.
O apelo foi feito durante a campanha de limpeza organizada pelo Ministério da Saúde em todo o país, antes da época das chuvas, que este ano está centrada na eliminação de possíveis focos de proliferação de vectores.
Segundo Eliana Soares, as equipas de luta anti-vectorial identificaram como zonas mais críticas em São Vicente Salamansinha (Ribeirinha), Monte Sossego, Chã de Alecrim, Cruz de Papa, Horta Seca, Espia e Fonte Inês.
A iniciativa mobiliza cerca de 90 militares da Primeira Região Militar e da Guarda Costeira, além de membros de diversas associações comunitárias, envolvendo mais de 300 pessoas nas acções de limpeza.
Na zona de Salamansinha, onde decorreu a acção acompanhada pela delegada, até cerca das 10:00 já tinham sido retirados quatro camiões de lixo.
De acordo com Eliana Soares, a grande quantidade de resíduos resulta, em parte, das enxurradas provocadas pela tempestade Erin, em Agosto do ano passado, mas também do comportamento de alguns moradores.
"Por isso apelamos à ajuda da comunidade, porque ainda há pessoas que deitam lixo nas ruas e não têm a sensibilidade para fazer uma melhor gestão dos seus resíduos sólidos", afirmou.
A responsável sublinhou que a prevenção das doenças transmitidas por vectores depende do esforço conjunto das autoridades e da população, uma vez que a acumulação de lixo cria condições favoráveis para a reprodução dos mosquitos.
Eliana Soares recordou ainda que Cabo Verde possui o certificado de país livre de paludismo, estatuto que, segundo frisou, deve ser preservado através de uma atitude cívica permanente.
"Não é só um certificado, é a prevenção para não termos a entrada do paludismo e de outras doenças transmitidas por vectores", reforçou.
Além da campanha de limpeza, a Delegacia de Saúde está também a intensificar as acções de pulverização nas diferentes zonas da ilha, trabalho que, segundo a delegada, decorre de forma contínua.
LN/CP
Inforpress/Fim
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