Santo Antão: FUNDAMENTAL-SA volta a alertar para riscos da pocilga de Boca-de-Pinhão e insiste na deslocalização

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Santo Antão: FUNDAMENTAL-SA volta a alertar para riscos da pocilga de Boca-de-Pinhão e insiste na deslocalização
09/07/26 - 02:37 pm

Ribeira Grande, 09 Jul (Inforpress) – A FUNDAMENTAL-SA apelou hoje para a deslocalização da pocilga de Boca-de-Pinhão, no concelho da Ribeira Grande, alertando para a permanência da infraestrutura que continua a representar riscos para a saúde pública e o ambiente.

Numa publicação divulgada na sua página oficial de uma rede social, a organização afirmou que o problema permanece por resolver devido à resistência de alguns criadores de suínos e ao aumento das temperaturas associado às alterações climáticas, factores que, segundo sustentou, agravam as condições sanitárias do local.

Perante este cenário, a FUNDAMENTAL-SA apelou às instituições regionais parceiras, designadamente à Câmara Municipal da Ribeira Grande e aos Serviços de Saúde, para que promovam a transferência da pocilga para um local mais adequado, salvaguardando, contudo, os interesses dos criadores, por reconhecer que a actividade constitui uma importante fonte de rendimento para diversas famílias.

A fundação advertiu que a manutenção de pocilgas junto às vias públicas e próximas de zonas habitacionais potencia riscos para a saúde pública, favorecendo a propagação de doenças, a proliferação de insectos e roedores, a emissão de maus odores e a degradação das condições ambientais.

Segundo a mesma fonte, entre os impactos mais preocupantes encontram-se a possível disseminação de zoonoses, a contaminação dos solos, das águas subterrâneas e costeiras por dejectos animais, bem como a proliferação de moscas, baratas e ratos, factores que afectam directamente a saúde e o bem-estar das populações.

A organização chamou igualmente a atenção para os riscos rodoviários decorrentes da eventual circulação de animais nas bermas das estradas, além do impacto negativo que a poluição visual e os odores provocam na imagem urbana de uma das principais entradas da cidade da Ribeira Grande.

O processo de deslocalização remonta a 2017, altura em que a câmara municipal iniciou a construção da nova pocilga em Barbasco, com apoio aos proprietários dos chiqueiros instalados em Boca-de-Pinhão.

No final de 2025, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Armindo da Luz, anunciou que o processo se encontrava numa fase bastante avançada, indicando que as obras das novas instalações estavam praticamente concluídas e que a transferência deveria ocorrer antes do final do primeiro trimestre de 2026.

Na ocasião, o autarca classificou a situação de Boca-de-Pinhão como "preocupante e alarmante", devido ao impacto dos maus odores e das condições ambientais na saúde pública e na qualidade de vida dos moradores, assegurando que o município continuaria a pressionar o empreiteiro para acelerar os trabalhos.

Boca-de-Pinhão é também um local de passagem obrigatória para familiares e amigos que acompanham cortejos fúnebres até ao cemitério do Alto de São Miguel, sendo frequentes as queixas relacionadas com o mau cheiro proveniente da pocilga, situação igualmente denunciada há vários anos pelos moradores da zona.

LFS/ZS

Inforpress/Fim

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