
Cidade da Praia, 06 Mai (Inforpress) - Agricultores do concelho de São Miguel defenderam hoje a adopção de “medidas urgentes” para combater a invasão de macacos e galinha-do-mato, propondo o uso de armas de forma controlada como solução para proteger as plantações.
As declarações foram feitas na sequência de um encontro com o Presidente da República, José Maria Neves, durante o qual quatro agricultores do concelho de São Miguel expuseram ao Chefe de Estado a “difícil situação” que enfrentam devido à invasão de macacos e peladas (galinhas-do-mato) nas suas propriedades agrícolas.
Em representação dos agricultores, Firmino Fonseca, residente em Monte Pausada, relatou “prejuízos significativos” nas plantações, afectando cultivos como manga, congo e mandioca, essenciais para o sustento das famílias.
Segundo o agricultor, a situação persiste há vários anos, “sem respostas eficazes” por parte das autoridades, apesar dos sucessivos apelos feitos desde 2017.
Como forma de mitigar os impactos, Firmino Fonseca defendeu a revisão do enquadramento legal, permitindo que agricultores devidamente capacitados possam recorrer ao uso de armas(caçadeiras) de forma controlada, para afastar os animais que invadem os campos.
“O que pedimos é que nos deem meios para proteger as nossas plantações. O uso de armas deve ser controlado e apenas para pessoas capacitadas”, afirmou.
O porta-voz sublinhou que a actual legislação impede qualquer acção desse tipo, o que, na sua perspectiva, contribui para a proliferação dos animais e o agravamento dos prejuízos.
Firmino Fonseca advertiu ainda que a continuidade desta situação poderá comprometer o futuro da agricultura no concelho e no país, defendendo uma intervenção urgente das autoridades.
Segundo o agricultor, o Chefe de Estado manifestou disponibilidade para analisar possíveis soluções e, após o período da campanha eleitoral, afirmou que pretende avaliar o que poderá ser feito para apoiar os agricultores na resolução do problema.
Segundo o agricultor, os macacos são considerados verdadeiros invasores das zonas agrícolas, uma vez que entram nas propriedades, destroem as culturas e comprometem o trabalho dos produtores, causando elevados prejuízos e dificultando a actividade agrícola no concelho de São Miguel.
Os agricultores apelam agora à implementação de medidas práticas que garantam a protecção das culturas e assegurem a continuidade da actividade agrícola na região.
CG/SR//ZS
Inforpress/Fim
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