
Sal Rei, 06 Mai (Inforpress) – O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo tem estado a acompanhar desde o início a situação do navio cruzeiro MV Hondius e admitiu que a embarcação “deverá deixar as águas nacionais brevemente”.
“Temos estado a acompanhar. O Ministério da Saúde tem dado a devida informação, garantindo a proteção sanitária e o cumprimento das normas para evitar qualquer situação de contágio. As pessoas devem estar descansadas, porque o barco não vai encostar nos portos de Cabo Verde”, afirmou Ulisses Correia e Silva, durante uma acção de campanha na ilha da Boa Vista.
O chefe do Governo acrescentou que o director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou preocupação em garantir condições de segurança para a operação de transferência dos doentes, já concluída.
Ulisses Correia e Silva sublinhou ainda que o Governo recebeu informação sobre a situação a bordo e manteve desde o início a posição de não autorizar a atracagem do navio no país.
“Não temos condições e não se pode colocar em risco a população, nem Cabo Verde como destino turístico, permitindo que o barco encostasse”, disse.
Apesar de não haver uma data confirmada para a saída da embarcação, o primeiro-ministro indicou que esta “deverá ocorrer em breve”.
“Informação segura, em definitivo, não temos, mas creio que é brevemente”, afirmou, acrescentando que, segundo a OMS, o navio deverá retomar o seu percurso após a operação.
O navio encontra-se ancorado ao largo da cidade da Praia após a deteção de um surto de hantavírus, tendo as autoridades cabo-verdianas impedido a atracação por razões de saúde pública.
De acordo com informações divulgadas pela OMS, o caso envolve cerca de 150 passageiros e tripulantes, estando a ser acompanhado por equipas médicas nacionais e internacionais.
As autoridades nacionais ativaram medidas de contenção e uma zona de vigilância sanitária, em articulação com parceiros internacionais, enquanto o navio permanece em quarentena no mar.
A situação continua sob investigação, com realização de testes laboratoriais e rastreio de contactos.
A OMS indica, contudo, que o risco para a população em geral permanece baixo.
Entretanto, dois aviões ambulância aterraram na terça-feira na cidade da Praia, para levar para os Países Baixos três pessoas do navio, de entre sete afectadas por uma doença respiratória grave.
AV/AA
Inforpress/Fim
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