Unicef considera que num mundo interligado a justiça e a protecção das vítimas não podem conhecer fronteiras

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Unicef considera que num mundo interligado a justiça e a protecção das vítimas não podem conhecer fronteiras
11/03/26 - 05:43 pm

Cidade da Praia, 11 Mar (Inforpress) – A representante residente-adjunta do UNICEF em Cabo Verde, realçou hoje o papel da cooperação internacional na protecção de crianças e adolescentes, considerando que “num mundo interligado, a justiça e a protecção das vítimas não podem conhecer fronteiras”.

Anna Chyzhkova falava na abertura do II Congresso Internacional de Medicina Legal e Ciências Forenses e da IX Reunião da Rede de Serviços Médico-Legais Forenses dos Países de Língua Portuguesa que decorrem durante dois dias, na cidade da Praia.

A responsável classificou o encontro como “uma plataforma de reflexão e cooperação que fortalece a justiça, promove a actualização científica e valoriza a utilização das evidências como base para decisões que impactam a vida”.

“Gostaria de expressar o nosso sincero agradecimento ao Governo de Cabo Verde por ter tornado possível a realização desta importante missão em prol da protecção das crianças e dos adolescentes”, disse, acrescentando que o compromisso e a parceria contínua das autoridades nacionais são fundamentais para fortalecer o trabalho conjunto nesta matéria.

A representante do UNICEF alertou para a persistência da violência infantil, informando que cerca de um bilhão de crianças, ou seja, uma em cada duas crianças no mundo é vítima de algum tipo de violência.

Lamentou que, em África, factores como conflitos armados, pobreza e desastres naturais aumentem a vulnerabilidade, defendendo que num mundo interligado, a justiça e a protecção das vítimas não podem conhecer fronteiras.

“O lema desta conferência, ‘Ciência que Protege’, recorda-nos que a ciência existe para servir a dignidade humana. É a ciência que dá voz a uma criança que sofreu violência. É a ciência que reconhece uma vítima. É a ciência que ajuda sociedades a escolherem a justiça e a protecção como pilares do seu futuro”, salientou.

Neste sentido sublinhou que o congresso permitirá formar técnicos mais capacitados e promover uma actuação coordenada entre diferentes sectores, reiterando o apoio do Unicef a Cabo Verde, para construir sistemas cada vez mais fortes, mais humanos e capazes de proteger quem mais precisa.

O evento reúne vários especialistas, como profissionais da área da saúde, magistrados, oficiais de justiça, Polícia Judiciária, Polícia Nacional, bem como peritos e especialistas internacionais da rede forense lusófona.

O objectivo é reforçar as capacidades técnicas e institucionais no domínio da Medicina Legal e das Ciências Forenses, com especial enfoque na cooperação internacional e no intercâmbio de conhecimentos entre os países lusófonos.

ET/HF

Inforpress/Fim 

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