
Cidade da Praia, 02 Jan (Inforpress) – O Tribunal Judicial da Praia decretou prisão preventiva para um homem de 42 anos, indiciado por tráfico de droga de alto risco e conversão e dissimulação de bens e valores, informou hoje a Polícia Judiciária.
A decisão foi tomada após o primeiro interrogatório judicial, realizado no âmbito de uma operação conduzida pela Direcção Central de Investigação Criminal (DCIC), através da Secção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes e Criminalidade Organizada (SCITECO), na tarde do dia 30 de Dezembro, no bairro de Terra Branca, cidade da Praia.
Segundo informações avançadas pela própria Polícia Judiciária, a operação decorreu no cumprimento de mandados de busca e apreensão domiciliária, promovidos pelo Ministério Público e emitidos pelo Juízo de Instrução Criminal, tendo resultado na detenção em flagrante delito do suspeito.
Durante a acção policial, as autoridades apreenderam 76,97 gramas de cocaína, quantidade suficiente para cerca de 385 doses individuais, além de uma certa quantidade de haxixe, produtos de corte, saquetas de plástico e outros materiais utilizados no acondicionamento de estupefacientes.
Foram ainda apreendidos cerca de 261.300 escudos em numerário, telemóveis e outros objectos com “relevante interesse probatório para a investigação”.
Além de ser indiciado pela prática do crime de tráfico de droga de alto risco, o arguido também responde pela prática de um crime de conversão e dissimulação de bens e valores, envolvendo a ocultação de dinheiro, estupefacientes e outros objectos, facto que agrava a sua situação judicial e reforçou a decisão pela aplicação da medida de coacção mais gravosa.
A Polícia Judiciária informou ainda que o arguido possui um vasto historial criminal, sendo esta a terceira vez que é detido pela prática de crimes da mesma natureza, o que, aliado à gravidade dos factos indiciados e ao risco de continuação da actividade criminosa, pesou na aplicação da medida de coacção mais gravosa.
Na sequência da decisão judicial, o arguido deverá aguardar os ulteriores trâmites processuais em prisão preventiva, na Cadeia Civil de São Martinho.
As investigações prosseguem sob a coordenação do Ministério Público.
KA/SR//HF
Inforpress/Fim
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