Tarrafal: Assembleia Municipal aprecia instrumentos de gestão de 2025 sob visões opostas das bancadas

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Tarrafal: Assembleia Municipal aprecia instrumentos de gestão de 2025 sob visões opostas das bancadas
27/06/26 - 05:38 pm

Tarrafal, 27 Jun (Inforpress) – A Assembleia Municipal do Tarrafal apreciou hoje o relatório de actividades e as contas de gerência de 2025 da câmara municipal, num debate marcado por posições divergentes entre as bancadas do PAICV e do MpD.

Em declarações à imprensa, o presidente da Câmara Municipal do Tarrafal, José dos Reis, considerou que os documentos espelham o compromisso do executivo com o desenvolvimento do concelho.

O autarca revelou que o município registou uma taxa de execução de cerca de 85 por cento (%) nas receitas e de 72% nas despesas, o que demonstra uma gestão responsável face às necessidades locais.

José dos Reis sublinhou que, apesar dos constrangimentos financeiros, agravados pelos prejuízos das chuvas intensas de Novembro e pela falta de reforço do Fundo de Financiamento Municipal, a edilidade conseguiu apoiar as famílias, investir na juventude e executar projectos estruturantes.

O líder da bancada do PAICV, Ronaldo Cardoso, alinhou na leitura positiva, defendendo que os níveis de execução alcançados reflectem o bom trabalho desenvolvido num contexto particularmente exigente.

O eleito municipal considerou que a câmara soube adaptar-se às dificuldades enfrentadas durante o ano e incentivou a prosseguir o trabalho em articulação com diferentes parceiros, em benefício do desenvolvimento do município.

Em sentido contrário, o Movimento para a Democracia (MpD), na voz de Manuel Gonçalves, manifestou fortes reservas e criticou o facto de o relatório de 2025 ter sido apreciado sem a apresentação prévia do documento de 2024, o que dificulta uma avaliação rigorosa da gestão municipal.

O eleito municipal apontou insuficiências e omissões documentais nas contas de gerência, argumentando que o relatório evidencia falta de investimentos estruturantes em áreas vitais como o abastecimento de água, saneamento, desporto e outras infra-estruturas.

Manuel Gonçalves defendeu, igualmente, que o sector primário - agricultura, pescas e pecuária - deve assumir o papel central na estratégia económica do município.

DV/CP

Inforpress/Fim

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