Sindicato pede ao Governo “responsabilidade e atenção” para com os bombeiros nacionais

Inicio | Sociedade
Sindicato pede ao Governo “responsabilidade e atenção” para com os bombeiros nacionais
08/09/26 - 01:40 pm

Mindelo, 08 Set (Inforpress) - O Siacsa pediu hoje ao Governo mais responsabilidade com os bombeiros nacionais e chamou a atenção para a realidade enfrentada pelas corporações das ilhas de Santo Antão, São Nicolau, Fogo e Brava. 

Em conferência para assinalar o dia da corporação dos bombeiros municipais de São Vicente, que hoje completa 65 anos, o Sindicato da Indústria Geral, Agricultura, Comércio e Serviços Afins (Siacsa) aproveitou para pedir pelos bombeiros das outras ilhas, impulsionado ainda pelo acidente rodoviário ocorrido no sábado, 05, na ilha do Fogo.

"Nessas ilhas, existem corporações que enfrentam enormes dificuldades e onde, em muitos casos, falta praticamente tudo, como recursos humanos, equipamentos, viaturas e condições adequadas para o exercício da profissão", considerou Heidy Ganeto, coordenador do Siacsa, em São Vicente.

A atual situação, segundo a mesma fonte, põe em causa a segurança e a capacidade dos bombeiros para darem resposta de emergência com qualidade às ilhas.

Desta forma considerou necessário que o Governo olhe para esta realidade com "responsabilidade e urgência", criando uma "verdadeira política nacional" para os bombeiros.

Ao mesmo tempo, neste dia pede que a data seja de reconhecimento e valorização daqueles que, diariamente, "colocam a sua vida em risco para proteger pessoas, bens e comunidades".

Relembrou as pendências com a Câmara Municipal de São Vicente, nomeadamente as promoções dos bombeiros, que se encontram bloqueadas desde 2012 e a insuficiência de recursos humanos e materiais.

"É necessário garantir viaturas em condições, equipamentos de proteção individual, materiais de combate a incêndios, equipamentos de salvamento e todos os meios necessários para uma resposta eficaz às emergências", alertou o sindicato.

No dia dos bombeiros de São Vicente, o Siacsa pede à autarquia local e ao Governo "ações concretas" e que a valorização da classe "não se limite" a discursos e homenagens.

SN/AA

Inforpress/Fim

Partilhar