Sindep acusa Governo de desconsideração e ameaça com luta dos professores em Abril

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Sindep acusa Governo de desconsideração e ameaça com luta dos professores em Abril
28/01/26 - 07:43 pm

Cidade da Praia, 28 Jan (Inforpress) – O presidente do Sindicato Nacional dos Professores (Sindep), Jorge Cardoso, denunciou hoje, na Cidade da Praia, atrasos, injustiças e pendências salariais na implementação do PCFR, acusando o Governo de desrespeito contínuo pelos docentes.

Falando durante uma conferência de imprensa, Jorge Cardoso manifestou forte indignação com a situação da classe docente, apontando atrasos, exclusões e incumprimentos legais por parte do Governo no âmbito da implementação do Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR).

O dirigente sindical denunciou a falta de publicação de listas relativas à redução da componente lectiva, o não pagamento de subsídios pela não redução de carga horária, a exclusão de professores aposentados dos efeitos do PCFR e a não implementação para monitoras de infância.

Apontou ainda a ausência de avaliações e a não publicação de aposentadorias solicitadas desde Setembro de 2025, situações que, alegou, provocam estagnação e injustiça na carreira docente.

Jorge Cardoso sublinhou ainda que professores com mais de 32 anos de serviço e com mais de 55 anos de idade continuam a leccionar, apesar da lei prever aposentação, criticando o Ministério da Educação por “injuriar os professores e violar direitos consagrados na lei”.

Referiu-se também a atrasos na publicação de listas de promoções e pagamentos de atrasados, afirmando que o PCFR não foi implementado correctamente, deixando docentes “roubados” nos direitos a incrementos salariais e promoções.

“O Governo agiu de costas voltadas com a classe, sem discussão adequada no Parlamento ou socialização com os sindicatos representativos, impondo medidas sem respeito pelos professores”, realçou.

Cardoso adiantou que o Sindep solicitou reuniões com o ministro da Educação, mas sem respostas concretas.

O sindicalista alertou que, caso estas pendências não sejam resolvidas até Abril, mês do Professor cabo-verdiano, o Sindep avançará com uma jornada de luta, decidida em conjunto com os docentes, em defesa da valorização, dignificação e direitos da classe.

KF/SR//ZS

Inforpress/Fim

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