
Mindelo, 19 Dez (Inforpress) – O ex-sindicalista Júlio Ascensão Silva disse hoje ser necessário que o Governo reponha os valores retirados do INPS durante o período de lay-off [suspensão de actividade], para evitar impactos na sustentabilidade do sistema.
O agora presidente do Instituto para a Promoção do Diálogo Social e Liberdade Sindical (Iprodial) falava aos jornalistas a propósito do terceiro fórum da organização, que decorre no Mindelo, sob o lema “Por uma segurança social sustentável e que proteja os segurados e pensionistas”.
Segundo a mesma fonte, há um estudo, que é do domínio público, realizado pelo Instituto Nacional da Previdência Social (INPS), que prevê “uma certa longevidade em termos da estabilidade” da segurança social.
No entanto, observou, é preciso ter cautela com esta questão, pelo que uma das matérias que pretendem reflectir e debater no fórum é o que aconteceu durante o período de lay-off.
“Durante o período do lay-off recorreu-se aos fundos do INPS para socorrer os trabalhadores nessa altura. Foi uma medida justa e oportuna, que nós aplaudimos, mas há que repor aquilo que foi retirado do INPS, sob pena de vir a ter impacto negativo, precisamente em termos de sustentabilidade da segurança social”, sublinhou.
Questionado sobre o objectivo do fórum, cujo foco é a sustentabilidade da segurança social em Cabo Verde, o presidente do Iprodial explicou que a iniciativa visa analisar e fazer o ponto da situação relativamente à sustentabilidade do sistema de segurança social, bem como discutir vários aspectos relacionados com a sustentabilidade e as prestações sociais.
“Os segurados e seus familiares reclamam muito em relação às prestações concedidas pelo INPS e à questão do alargamento da cobertura. Ainda temos muitos trabalhadores no País que não estão cobertos pelo INPS, mas há também a questão dos investimentos do INPS e a situação dos pensionistas, que normalmente são esquecidos”, exemplificou.
Por isso, Júlio Ascensão Silva afirmou que um bom resultado do fórum seria alcançar conclusões “muito bem pensadas e ponderadas”, garantindo sobretudo um “equilíbrio entre defender a sustentabilidade do sistema e cobrir e proteger adequadamente os segurados e os seus familiares”.
CD/AA
Inforpress/Fim
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