
Espargos, 14 de Mar (Inforpress) – O presidente do PAICV, Francisco Carvalho, negou hoje, no Sal, a existência de qualquer divisão no seio do partido após a escolha dos candidatos às legislativas, classificando as reações locais como “divergências de opinião naturais” em democracia.
Após uma série de auscultações, que incluíram uma reunião com militantes na sexta-feira e um encontro com a Comissão Política Regional este sábado, o líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) afirmou sair dos encontros “aliviado” e convicto de que o partido está coeso.
A “polémica” no círculo eleitoral do Sal surgiu após o anúncio de que o atual deputado, Demis Almeida, ficaria fora das listas, apesar de ser o nome indicado pela estrutura local. A Direção Nacional optou pelo atual presidente da Comissão Política Regional, Carlos Monteiro, para encabeçar a lista.
“É fundamental que se entenda que a escolha da Comissão Política Nacional é uma decisão final. Estamos todos em diálogo e não se deve dramatizar estas análises”, defendeu Francisco Carvalho, sublinhando que a alternância e a pluralidade de ideias são aceitáveis e saudáveis dentro da força política que lidera.
Para o presidente do PAICV, o facto de existirem militantes com visões distintas não configura uma rutura. “É completamente aceitável e natural que existam pessoas dentro do partido que pensem de forma diferente. É com esse olhar que devemos encarar a situação”, explicou, reforçando que, embora as listas tenham lugares limitados, existem “vários outros quadros de valor e com experiência” que continuarão a contribuir para o desenvolvimento do Sal e do país.
Francisco Carvalho destacou ainda que o balanço das reuniões foi extremamente positivo, utilizando a palavra “aliviado” para descrever a sua satisfação ao perceber que o espírito de união prevalece sobre os desafios internos. Segundo o líder, o nível de participação e o tom das intervenções durante a visita foram “excelentes indicadores” do que se passa não só no Sal, mas em todo o arquipélago e na diáspora.
Além de apaziguar os ânimos locais, a visita do líder do maior partido da oposição ao Sal teve como propósito analisar, em conjunto com as bases, o estado atual do país, de modo a afinar as propostas de governação que o PAICV pretende apresentar aos caboverdianos.
NA/JMV
Inforpress / Fim
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