
Mindelo, 05 Nov (Inforpress) - A exposição “Encantaria - Corpo-Território (Ara-Àiyé)”, dos artistas brasileiros Juruna e Baraúna, é inaugurada hoje, no Mindelo, numa iniciativa do Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD).
A exposição, que se abre ao público na tarde de hoje, parte do encontro de memórias, culturas e ancestralidades afro-indígenas e estabelece diálogos entre diferentes territórios, com referências ao Rio Grande do Sul, Bahia e Pará.
Através de diferentes expressões visuais, os artistas exploram o corpo como território de memória, identidade e transformação e evoca as relações entre natureza, espiritualidade e herança ancestral, conforme informações da organização.
“Encantaria: Corpo-Território (Ara-Àiyé)” propõe ainda uma reflexão sobre os caminhos da ancestralidade, os encontros entre culturas e a preservação das memórias que atravessam gerações e territórios, como forma de reafirmar a ligação entre os corpos, a terra e as forças da natureza.
Juruna é artista da performance e produtor cultural, cuja prática articula ancestralidade, espiritualidade afro-brasileira, ecologia e periferia como formas de resistência e reencantamento dos territórios.
É co-fundador da Umbuntu, em Alvorada (Rio Grande do Sul), e coordena o projecto Núcleo de Arte Contemporânea Quilombista (NUCAQ), no Brasil.
Baraúna, artista audiovisual soteropolitano, é graduando em Comunicação Social pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e está radicado no Sertão dos Tocós, na Bahia.
A sua produção transita entre fotografia, videoarte e poesia, inspirada na espiritualidade afro-indígena.
A exposição conta com participação viabilizada pelo Programa Funarte Brasil Conexões Internacionais “Encantaria: Corpo-Território (Ara-Àiyé)”, com apoio da Funarte e do Ministério da Cultura do Governo do Brasil.
LN/CP
Inforpress/Fim
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