São Miguel: Coordenadora da EMAEI apela à inclusão no Dia Mundial do Autismo

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São Miguel: Coordenadora da EMAEI apela à inclusão no Dia Mundial do Autismo
02/04/26 - 02:05 pm

Assomada, 02 Abr (Inforpress) – A coordenadora da Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI) de São Miguel, Constantina Monteiro, apelou hoje à aceitação, empatia e ao reforço de recursos nas escolas do município.

Em declarações à Inforpress, no âmbito do Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, assinalado a 02 de Abril, a responsável destacou que a "aceitação é o primeiro solo fértil" para a inclusão, instando os pais a encararem o autismo como uma realidade diferente, respeitando o ritmo e as potencialidades de cada criança.

No que toca à gestão pedagógica, Constantina Monteiro alertou para a pressão sobre os docentes, sublinhando que a carência de professores de apoio e de profissionais qualificados pode provocar o burnout (esgotamento profissional) e comprometer o processo de ensino-aprendizagem.

Neste sentido, a coordenadora defendeu a implementação de políticas que garantam suporte técnico adequado às crianças com autismo, permitindo ao professor titular trabalhar de forma colaborativa e dar uma resposta efectivamente inclusiva em sala de aula.

Constantina Monteiro reforçou ainda a importância da "empatia pedagógica" por parte dos profissionais, da sociedade civil e da comunidade escolar.

“A verdadeira barreira não está no autismo, mas no preconceito e na falta de acessibilidade”, sublinhou, defendendo uma visão mais humana do sistema educativo.

A coordenadora salientou também a importância da comunicação aumentativa e alternativa para crianças não verbais, bem como da formação contínua dos professores e da sensibilização das famílias.

Apesar de reconhecer avanços significativos na legislação da educação especial em Cabo Verde, a coordenadora da EMAEI considerou que persistem desafios na sua aplicação prática, sobretudo no que diz respeito à alocação de recursos.

Para a responsável, a efeméride de hoje deve servir para reforçar o compromisso com uma sociedade que valorize as diferenças e garanta a dignidade de todos os alunos no espectro do autismo.

DV/CP

Inforpress/Fim

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