
Assomada, 28 Set (Inforpress) – As últimas chuvas trouxeram alguma esperança aos agricultores de Santiago Norte, mas a campanha agrícola continua incerta, com diferenças no estado das culturas entre várias zonas e a expectativa de novas precipitações, sobretudo durante o mês de Outubro.
Em São Salvador do Mundo, onde a chuva permitiu melhores condições em algumas parcelas, já há agricultores a colher feijão, sobretudo a variedade sapatinha, enquanto o milho apresenta um desenvolvimento mais avançado, havendo plantas que já começaram a florir.
Apesar destes sinais positivos, agricultoras como Deolinda Tavares, Neusa Fernandes e Firmina Melo consideram que ainda é cedo para dar a campanha como garantida, defenderam que são necessárias mais uma ou duas chuvas para assegurar a produção, principalmente do milho.
A situação é diferente em algumas zonas de Santa Catarina, onde ainda há agricultores a semear e a mondar os campos.
Nestas áreas, o milho encontra-se ainda pequeno, o que mantém a incerteza sobre o resultado da campanha.
O agricultor Benjamin Furtado disse que apesar das últimas chuvas “ainda nada está garantido”, esperando que Outubro seja um mês de boa precipitação para permitir o desenvolvimento das culturas e assegurar a colheita.
Em São Miguel, também se encontram parcelas onde o milho permanece pequeno e depende de novas chuvas para continuar o seu desenvolvimento.
Para o agricultor Emílio Moreno, é preciso que volte a chover para que os agricultores possam ter alguma produção, numa altura em que a irregularidade das precipitações continua a condicionar a actividade agrícola.
Uma passagem por diferentes zonas agrícolas de Santiago Norte permitiu constatar diferenças no estado das culturas, em que nas zonas mais altas o milho apresenta-se, em geral, mais desenvolvido e, em algumas parcelas, já com flores, enquanto noutras áreas as plantas ainda estão pequenas.
Há ainda agricultores que continuam a semear e a mondar, numa corrida contra o tempo e dependentes da continuidade das chuvas para assegurar o desenvolvimento das culturas.
Num território onde a agricultura de sequeiro depende diretamente da regularidade das precipitações, as próximas semanas podem ser determinantes para saber se a esperança despertada pelas últimas chuvas se vai traduzir numa colheita capaz de compensar o esforço dos agricultores.
Até lá, entre campos já verdes, milho ainda pequeno e parcelas onde a semente acaba de ser lançada à terra, os agricultores continuam a olhar para o céu à espera de mais chuva.
DV/AA
Inforpress/Fim
Partilhar