
Pedra Badejo, 25 Jun (Inforpress) – A Assembleia Municipal de Santa Cruz apreciou hoje o relatório de actividades e as contas de gerência de 2025, documentos que mereceram avaliação positiva dos eleitos municipais, com apelos a maior investimento no sector primário.
Em declarações à Inforpress, o representante da Câmara Municipal de Santa Cruz, Samir dos Reis, considerou positiva a apreciação dos eleitos municipais, sublinhando que a autarquia conseguiu concretizar grande parte das actividades previstas para o ano económico de 2025.
Segundo explicou, o orçamento municipal rondou os 955 milhões de escudos, tendo sido registada uma taxa de execução das receitas de cerca de 65 por cento (%) e das despesas entre 66% e 67%.
Apesar de a execução financeira não ter atingido a totalidade do orçamento previsto, o autarca destacou os resultados alcançados em diversas áreas, nomeadamente através de apoios às famílias, aos jovens, ao sector da educação e às actividades geradoras de rendimento.
Entre as realizações apontadas por Samir dos Reis constam ainda a construção de três campos desportivos, a reabilitação do polivalente principal do município e intervenções destinadas a melhorar as condições habitacionais de famílias em situação de vulnerabilidade.
Por seu turno, o líder da bancada do PAICV na Assembleia Municipal, Júlio Barbosa, também fez uma apreciação positiva dos documentos apresentados, mas defendeu uma atenção reforçada ao sector primário, particularmente à agricultura, pecuária e pesca.
Segundo o eleito, Santa Cruz poderá beneficiar das políticas anunciadas pelo novo Governo para estas áreas, consideradas estratégicas para o desenvolvimento económico do concelho.
Na mesma linha, o líder da bancada do Movimento Para a Democracia (MpD), Manoel Gonçalves, classificou como positiva a apreciação do relatório de actividades e satisfatória a análise das contas de gerência, tendo em conta o volume de receitas arrecadadas e as despesas realizadas durante o exercício económico.
O eleito destacou que a execução financeira, situada na ordem dos 66%, permite “alguma margem de manobra” para responder a despesas imprevistas, garantir o cumprimento de obrigações legais e assegurar a continuidade dos serviços municipais.
Contudo, defendeu maior rigor na fiscalização das despesas e a necessidade de corrigir algumas rubricas orçamentais, além de reiterar a importância de reforçar os investimentos nos sectores da agricultura, pesca e criação de gado.
A sessão ficou marcada pelo debate em torno da gestão municipal e dos desafios de desenvolvimento do concelho, com consenso entre os eleitos quanto à necessidade de continuar a apostar nos sectores produtivos, considerados fundamentais para a criação de emprego e melhoria das condições de vida da população.
DV/AA
Inforpress/Fim
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