
Espargos, 31 Jul (Inforpress) – O Sindicato Nacional da Polícia Nacional (Sinapol) definiu hoje como principal prioridade reivindicativa para apresentar ao novo Governo, o alinhamento do Estatuto da Polícia Nacional ao novo Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR).
A posição foi manifestada em conferência de imprensa, na ilha do Sal, em jeito de balanço de uma reunião presencial da Direcção Nacional do sindicato, convocada para analisar a organização administrativa e financeira da organização, rever os seus estatutos e traçar a estratégia de actuação junto da nova tutela.
De acordo com o presidente do Sinapol, Rufino Lima, a maioria das reivindicações anteriores da classe, como a carga horária de oito horas, as promoções, as progressões e o novo patenteamento, foi absorvida pelo executivo anterior. Por essa razão, a atenção está agora centrada na adequação estatutária ao PCFR.
"O ponto central das nossas reivindicações é o alinhamento do nosso Estatuto ao novo PCFR. A partir da sua aprovação e da discussão com o Governo, daremos seguimento a outras propostas", sublinhou o líder sindical, que expressou confiança na boa vontade do novo Governo para acolher a pretensão e evitar cenários de instabilidade no sector.
O responsável referiu que as questões de logística, equipamentos de protecção individual e meios de mobilidade continuam a ser acompanhadas, mas considerou que a situação da corporação é de relativa calmaria e estabilidade em termos de direitos laborais básicos.
Durante a reunião de trabalho na capital, os dirigentes sindicais passaram em revista a situação financeira do Sinapol, analisaram o arquivo e a documentação expedida e recebida, e aprovaram uma proposta de alteração aos estatutos internos do sindicato.
A revisão visa "adaptar a estrutura aos novos tempos", tendo o documento já sido entregue à mesa da Assembleia Geral para posterior distribuição aos delegados concelhios.
Quanto à Assembleia Geral para prestação de contas, inicialmente agendada para o final de Junho, em São Vicente, a Direcção Nacional solicitou o seu adiamento devido ao período de férias e à ausência de dirigentes, o que poderia comprometer o quórum necessário.
Em concertação com a mesa da Assembleia Geral, que também esteve reunida na Praia, foi proposta a remarcação da reunião magna para o final de Setembro ou início de Outubro, período em que o regresso às aulas e a normalização da rotina familiar garantirão uma representação satisfatória dos delegados de todo o país.
NA/CP
Inforpress/Fim
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