
Ribeira Brava, 29 Ago (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, Nilton Monteiro, defendeu hoje a necessidade de conciliar a preservação do património histórico e urbano com a modernização dos espaços públicos e as novas dinâmicas socioeconómicas e turísticas do município.
A posição foi expressa na abertura da mesa-redonda científica “Ribeira Brava, o seu património histórico urbano do século XX”, evento enquadrado nas comemorações do 295.º aniversário da elevação da Ribeira Brava à categoria de vila e criação da antiga Câmara de São Nicolau, a 30 de Agosto de 1731.
Para o autarca, celebrar a data “não significa apenas recordar uma data”, mas também compreender o percurso histórico da localidade e reflectir sobre o futuro que se pretende construir.
Nilton Monteiro destacou que a elevação à categoria de vila marcou a consolidação da importância administrativa e territorial da Ribeira Brava, posteriormente reforçada com a transferência da sede da Diocese e a instalação do Seminário-Liceu, acontecimentos que contribuíram para fortalecer a sua centralidade religiosa, cultural e intelectual.
Esse percurso, acrescentou, deixou um património de grande significado, constituído por edifícios, espaços urbanos, arquitetura, lugares de memória, tradições e manifestações culturais que integram a identidade da Ribeira Brava e a memória coletiva dos seus habitantes.
Para Nilton Monteiro, contudo, o património não representa apenas aquilo que foi recebido do passado, mas constitui igualmente “uma responsabilidade perante o futuro”.
Neste sentido, considerou que a Ribeira Brava enfrenta actualmente o desafio de preservar a sua autenticidade, melhorar a qualidade do espaço urbano e, simultaneamente, responder às necessidades de uma comunidade que “vive, trabalha e constrói diariamente esta cidade”.
“Temos uma história que merece ser conhecida, um património que merece ser preservado e uma cidade que merece ser preparada para o futuro”, declarou, defendendo como compromisso colectivo “preservar o que somos, qualificar o que temos e construir a Ribeira Brava que queremos deixar para as próximas gerações”.
WM/CP
Inforpress/Fim
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