Retrospectiva/Fogo: 2025 marcado por elevado índice de mortes por acidentes rodoviários

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Retrospectiva/Fogo: 2025 marcado por elevado índice de mortes por acidentes rodoviários
31/12/25 - 09:57 am

São Filipe, 31 Dez (Inforpress) – O ano de 2025 fica marcado, na ilha do Fogo, pelo elevado número de vítimas mortais em acidentes rodoviários, com uma dezena de óbitos e vários feridos graves que ainda se encontram em tratamento.

A taxa de mortalidade resultante da sinistralidade nas estradas colocou o Fogo na dianteira a nível nacional, tornando este ano um dos mais trágicos de que há registo recente.

Apesar das campanhas de sensibilização promovidas por seguradoras e da actuação preventiva da Polícia Nacional, o número de acidentes superou todas as previsões, reflectindo problemas persistentes de imprudência ao volante, excesso de velocidade e degradação de algumas vias.

Além dos acidentes, outros temas marcaram o ano de 2025 na ilha. No sector das infraestruturas, destaque para a iluminação do aeródromo de São Filipe, concluída e testada no primeiro semestre, mas ainda não inaugurada nem colocada em funcionamento.

Foram também lançados concursos públicos para a reabilitação da orla marítima de Queimada Guincho (Mosteiros) e para a elaboração do projecto de asfaltagem da estrada Patim–Cova Figueira, que ligará os municípios de São Filipe e Santa Catarina.

No mesmo período, iniciou-se a construção de 36 habitações em Chã das Caldeiras, destinadas às famílias desalojadas pela erupção vulcânica de 2014, e foram inauguradas nove ruas asfaltadas na cidade de São Filipe.

Na área ambiental, o Fogo foi fustigado por vários incêndios, com destaque para o de Santa Catarina do Fogo, que devastou mais de 300 hectares de floresta, áreas agrícolas e de pastagem, provocando grandes prejuízos às comunidades locais.

O ano ficou igualmente marcado pela realização da IV Conferência sobre a Década do Oceano, que contou com eventos preparatórios em vários municípios da região, e pela abertura da delegação do Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ) para a região Fogo/Brava.

Outro marco foi a inauguração do primeiro Centro de Cuidados Paliativos de Cabo Verde, localizado na ilha, que, no entanto, permanece encerrado mais de seis meses após a cerimónia oficial.

Entre as medidas institucionais, foi aprovada a proposta de criação da Polícia Municipal e socializado o projecto de requalificação das Salinas e novo arrastadouro.

O estudo de viabilidade da Zona Económica Especial do Fogo foi colocado em consulta pública, e o projecto “Fajã Solar Sustentável”, financiado pelo PNUD, começou a ser implementado.

A ilha também enfrentou mais um mau ano agrícola, situação que preocupa os produtores locais, e viu nascer novas perspetivas económicas com o anúncio da criação de uma empresa intermunicipal de transporte marítimo entre Fogo e Brava.

No sector produtivo, os vinhos de Chã das Caldeiras voltaram a brilhar, conquistando medalha de ouro (tinto) e grande medalha de ouro (branco) em concursos internacionais.

Também ganhou destaque a proposta de criação de uma nova área marinha protegida entre Fogo e Brava, abrangendo os Ilhéus do Rombo e a montanha submarina de Cadamosto.

O ano, no entanto, foi também de luto para a ilha, que perdeu figuras de relevo como o ex-deputado e advogado Ubaldo Lopes, o ex-delegado do Ministério da Agricultura Bernardino Gonçalves e o professor e escritor Manuel António Andrade Gomes.

JR/CP

Inforpress/Fim

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