
Cidade da Praia, 11 Jun (Inforpress) – O responsável da Tabanka Salineiro, Cláudio Ramos, defendeu hoje um reforço do investimento na formação de jovens e a integração da tradição no ensino, como “medidas essenciais” para assegurar a continuidade da manifestação cultural em Cabo Verde.
Em declarações à Inforpress, em representação do grupo de Salineiro, durante o balanço da I edição do Festival Nacional de Tabanka, realizado na ilha do Maio, de 05 a 07 de Junho, Cláudio Ramos considerou que a valorização desta tradição passa necessariamente pela preparação de uma nova geração de tocadores, construtores de tambores e guardiões culturais.
“O IPC deve apoiar a formação de jovens na tabanka, sobretudo na área da percussão. Há falta de tocadores e é preciso criar incentivos para que os mais novos aprendam e deem continuidade a esta tradição”, afirmou.
Segundo aquele responsável, a preservação da tabanka exige medidas concretas de salvaguarda, incluindo acções de formação e iniciativas que aproximem os jovens desta manifestação cultural.
Cláudio Ramos defendeu ainda a introdução da tabanka no ambiente escolar, considerando que as escolas podem desempenhar um “papel fundamental” na transmissão dos conhecimentos e valores associados a esta expressão cultural.
“É importante levar a tabanka para as escolas. Quanto mais cedo os jovens conhecerem esta tradição, maiores serão as possibilidades de a preservar no futuro”, sustentou.
A mesma fonte destacou igualmente a necessidade de formar artesãos capazes de construir tambores e outros instrumentos utilizados pelos grupos de tabanka, alertando para o risco de desaparecimento de alguns conhecimentos tradicionais.
Durante a entrevista, Cláudio Ramos classificou a realização do primeiro Festival Nacional de Tabanka como um momento histórico para a cultura cabo-verdiana, salientando a importância do intercâmbio entre grupos provenientes de diferentes localidades do país.
Para o representante da Tabanka Salineiro, o evento permitiu fortalecer os laços entre os praticantes, promover a troca de experiências e reforçar a consciência sobre a necessidade de proteger este património cultural.
“O futuro da tabanka depende da nossa capacidade de transmitir o legado dos mais velhos às novas gerações. Preservar a tabanka é preservar uma parte importante da identidade cabo-verdiana”, concluiu.
CM/ZS
Inforpress/Fim
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