
Cidade da Praia, 14 Abr (Inforpress) - O Partido do Trabalho e da Solidariedade apresentou hoje, na cidade da Praia, candidaturas às legislativas de 17 de Maio, com 67 candidatos, maioria feminina e jovem, e metas de eleger deputados.
Em conferência de imprensa, a assessora nacional de comunicação do PTS e quarta colocada da lista no circuito eleitoral de Santiago Sul, Leila Pires, indicou que o partido entra na disputa eleitoral como “uma nova possibilidade política para Cabo Verde”, com a juventude no centro, sem esquecer o legado das gerações anteriores e de Romeu de Lourdes.
Segundo a mesma fonte, o PTS concorre em seis círculos eleitorais - Santiago Norte, Santiago Sul, São Vicente, América, África e Europa - decisão que resulta de “uma reflexão profunda” sobre o momento do país, que, no seu entender, precisa de “mais responsabilidade, proximidade e compromisso com as pessoas”.
As listas contam com 75 por cento (%) de mulheres e jovens, cerca de 90 por cento (%) de candidatos com menos de 40 anos e 60 por cento (%) abaixo dos 35 anos.
Quanto aos cabeças de lista, indicou Jónica Brito em Santiago Sul, Cláudio Sousa em África, Jailson Silva na Europa e resto do Mundo, João Paulo Andrade na América, Adimilson Ferreira em Santiago Norte e Jailson d'Aguiar em São Vicente.
Pires avançou que o partido apresenta 67 candidatos e tem como meta eleger três deputados em Santiago Sul, dois em São Vicente e pelo menos um em cada círculo da diáspora.
Aquela responsável referiu ainda que o bipartidarismo tem limitado o debate político e prejudicado o equilíbrio de poderes, defendendo uma democracia com pluralidade e diversidade, num contexto em que, 50 anos após a independência e 35 anos de democracia, o país deve assumir uma agenda de transformação a longo prazo, com prioridade para saúde, educação e segurança alimentar.
Leila Pires defendeu também uma mudança de mentalidade na forma de fazer política em Cabo Verde, criticando o assistencialismo e a dependência de máquinas eleitorais, e apontando a necessidade de maior literacia política e consciência crítica para um desenvolvimento sustentável.
Neste quadro, afirmou que o PTS pretende promover uma agenda de transformação a longo prazo e reforçar a participação cidadã.
Por seu turno, a presidente do partido e cabeça-de-lista por Santiago Sul, Jónica Brito, considerou que o PTS surge como “uma alternativa séria, comprometida, consciente e segura” no panorama político nacional, com o objectivo de eleger deputados nas legislativas de 17 de Maio.
A mesma fonte sublinhou que as eleições legislativas destinam-se à eleição de deputados, sendo a escolha do primeiro-ministro uma consequência dos resultados eleitorais, conforme a Constituição e a lei.
Jónica Brito considerou ainda que a candidatura representa a continuidade do projecto político do falecido presidente, Carlos Lopes, mais conhecido por Romeu de Lourdes, cuja ausência física teve impacto no partido e na sociedade, mas cuja “ambição e coragem” permanecem presentes na actual equipa.
Relativamente ao financiamento, reconheceu limitações enfrentadas pelos partidos sem representação parlamentar, mas indicou que o PTS conta com apoio de simpatizantes no país e na diáspora, defendendo que todos os partidos legalmente constituídos devem ter acesso a financiamento público e a espaços de comunicação social.
Sobre a campanha, apontou uma aposta na geração digital, sobretudo nos círculos da diáspora, com estratégias já em implementação, apesar das limitações no terreno.
O partido apresenta-se a estas eleições sob o lema “Cabo Verde na Coração”, com o propósito de chegar ao Parlamento e contribuir para um debate político mais inclusivo e centrado nos desafios da juventude e da sociedade cabo-verdiana.
KF/SR//ZS
Inforpress/Fim
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