São Vicente: Reassentamento do mercado de peixe construído na Praça Estrela

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São Vicente: Reassentamento do mercado de peixe construído na Praça Estrela
27/02/26 - 02:39 pm

Mindelo, 27 Fev (Inforpress) – Um espaço de reassentamento começou a ser construído na Praça Estrela, em São Vicente, para albergar as peixeiras e permitir o arranque da remodelação do mercado de peixe de São Vicente, informou o ministro do Mar, Jorge Santos.

Segundo o governante, a construção do reassentamento marca o início do projecto, financiado em cerca de 300 mil contos pelo Banco Mundial, que vai dotar São Vicente de um mercado “moderno e turístico, que proporcionará melhores condições para as peixeiras e tratadores de peixe”.

“Já estamos a realizar o trabalho de reassentamento. Neste momento está em execução o reassentamento das peixeiras, o empreiteiro foi seleccionado e haverá o início das obras do mercado”, afirmou.

Em Outubro do ano passado, a câmara municipal ponderou fixar o reassentamento das peixeiras no Quintal das Artes, mas não chegou a consenso com os artesãos que trabalham naquele espaço.

A Associação das Peixeiras do Mindelo (APM) também não concordou com o reassentamento no Quintal das Artes e apresentou à câmara a alternativa de construir o espaço provisório junto à Réplica da Torre de Belém, em frente ao cais de pesca, onde, segundo referiu, existem “melhores condições”.

Em Novembro do mesmo ano, o Governo informou, em comunicado, que iria identificar um novo espaço para o assentamento provisório do mercado de peixe de São Vicente, a fim de preservar o espaço cultural dos artesãos no Quintal das Artes.

Justificou que a medida decorria “em estreita concertação” com a Câmara Municipal de São Vicente e visava “garantir melhores condições de trabalho tanto para as peixeiras como para os artesãos”.

Actualmente, as obras do reassentamento já decorrem na Praça Estrela.

O projecto do novo mercado de peixe de São Vicente, financiado em cerca de 300 mil contos pelo Banco Mundial, no âmbito do programa “Turismo Resiliente e Economia Azul”, prevê a construção do novo mercado, a requalificação dos espaços locais de acesso ao pescado e a melhoria das condições de trabalho e de comercialização, com o objectivo de “impulsionar o turismo e a economia local”.

Conforme o ministro do Mar, o projecto incluirá ainda a instalação de infra-estruturas de frio adequadas e terá capacidade para albergar mais de 70 peixeiras, tal como a infra-estrutura actual.

CD/CP
Inforpress/Fim

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