São Tomé/Eleições: Chefe da missão da CPLP fala em sinais de que será votação mais pacífica de sempre

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São Tomé/Eleições: Chefe da missão da CPLP fala em sinais de que será votação mais pacífica de sempre
17/07/26 - 08:18 am

São Tomé, 17 Jul (Inforpress) – O chefe da missão de observação eleitoral da CPLP disse hoje que os sinais no terreno são de que as eleições de domingo em São Tomé e Príncipe serão as mais pacíficas de sempre.

As declarações do embaixador João Bernardo de Miranda, antigo ministro das Relações Exteriores de Angola, foram realizadas no final do primeiro dia de observação da missão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“No primeiro dia [no terreno] a perceção é boa do que já foi feito e terá de ser feito. Sem crispações e sem confrontos preocupantes, a nossa missão tem vindo a registar bons sinais de que estas eleições serão as mais pacíficas de sempre”, enfatizou.

“Que sejam uma festa da democracia para bem da democracia de São Tomé [e Príncipe]" e da sua credibilidade internacional, desejou.

Para além de João Bernardo de Miranda, 15 elementos integram a missão, que se prolonga até quarta-feira, dia 22, incluindo deputados designados pela Assembleia Parlamentar da CPLP (AP-CPLP), diplomatas, técnicos indicados pelos Estados-membros e funcionários do secretariado executivo da CPLP, que vão acompanhar a fase final da campanha eleitoral, o dia da votação, a contagem de votos e o apuramento parcial dos resultados.

O envio de missões da CPLP começou em 1999, com a observação eleitoral ao referendo sobre a autodeterminação em Timor-Leste.

Segundo a CPLP, a organização constituiu missões em diversos Estados-membros: às eleições gerais em Angola e Guiné Equatorial em 2022; às legislativas em São Tomé e Príncipe no mesmo ano; presidenciais e legislativas em Timor-Leste em 2022 e em 2023, respetivamente; legislativas na Guiné-Bissau em 2023; eleições gerais em Moçambique um ano depois; presidenciais e legislativas antecipadas na Guiné-Bissau no ano passado; e, já este ano, às legislativas de Cabo Verde.

O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho: Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D'Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que se recandidata ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal.

Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.

Inforpress/Lusa

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