
Ribeira Brava, 28 Mai (Inforpress) – O mercado internacional dos produtos alimentares de base registou, entre 20 e 26 de Maio, tendências mistas nos preços de exportação, com destaque para a subida do arroz e a queda do milho, açúcar e óleo de soja.
Segundo o Boletim INFO Semanal nº 20/2026 do Secretariado Nacional para Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN), os preços mundiais de exportação do trigo mantiveram um comportamento misto, com estabilidade nas cotações russas, aumento na União Europeia devido a preocupações relacionadas com o clima quente recente e uma ligeira descida de 0,4 por cento na Argentina.
De acordo com o documento, no mercado do arroz, as cotações continuaram em alta, impulsionadas pela escassez de oferta e pelas incertezas em torno dos possíveis impactos do fenómeno El Niño na campanha agrícola 2026/27. A Tailândia e o Vietname registaram aumentos nos preços de exportação, influenciados também pela oferta limitada para exportação.
Por outro lado, os preços mundiais do óleo de soja apresentaram uma tendência de baixa face à semana anterior, já na Argentina, as cotações recuaram 0,7%, enquanto no Brasil a redução foi de cerca de 0,9%.
O açúcar também manteve a tendência descendente, influenciada por uma moderação da procura no Brasil, na Índia, as autoridades mantiveram a quota de vendas domésticas de açúcar para Junho em 2,3 milhões de toneladas, valor inferior ao registado no mesmo período de 2025.
Relativamente ao milho, o boletim aponta para uma continuação da queda nos preços internacionais, sustentada pelas boas condições das culturas nos Estados Unidos e pela baixa dos preços do petróleo.
Na Argentina, o Ministério da Agricultura reviu em alta a previsão da área plantada, enquanto no Brasil a colheita da primeira safra de milho 2025/26 atingiu 81% até 22 de Maio.
O SNSAN sublinha ainda que o mercado mundial de milho foi influenciado pelas boas perspectivas das safras nos principais produtores, ao passo que a forte procura e a oferta limitada sustentaram a valorização do arroz.
O boletim refere igualmente que as cotações mundiais do frete marítimo registaram uma tendência de baixa em relação à semana anterior.
WM/ZS
Inforpress/Fim
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