
Calheta, 23 Jul (Inforpress) – A reconstrução das habitações destruídas pelo incêndio que afectou as comunidades dos Rebelados, em Achada Espinho Branco, em 27 de Março de 2024, encontra-se na fase de acabamento, devendo as famílias “regressar em breve” às novas casas.
A garantia foi dada hoje pelo presidente da Câmara Municipal de São Miguel, Herménio Fernandes, que indicou que as intervenções permitirão que as oito famílias afetadas pelo incendio retomem a vida com “melhores condições de habitabilidade”, dispondo de acesso à água, electricidade, instalações sanitárias e outras infra-estruturas básicas.
Herménio Fernandes explicou que o projecto resulta de uma parceria entre a câmara, o Ministério da Cultura e o Ministério do Turismo e pretende não apenas assegurar “habitação condigna às famílias afectadas”, mas também valorizar o património cultural e o potencial turístico da comunidade.
No âmbito da intervenção, foram igualmente executadas obras de requalificação urbana e ambiental, incluindo a vedação da aldeia e a criação de uma zona tampão, visando reforçar a segurança do espaço e melhorar as condições de acolhimento dos visitantes.
"O objectivo é transformar este património num importante activo turístico e económico, criando oportunidades de rendimento para as famílias através da produção e comercialização do artesanato", afirmou.
O presidente da autarquia destacou que ao longo da última década o município “realizou investimentos significativos” na comunidade dos Rebelados e em Achada Espinho Branco, nomeadamente na melhoria dos acessos, abastecimento de água, electrificação e outras infra-estruturas básicas.
Segundo explicou, o projecto integra ainda medidas destinadas ao fortalecimento da actividade pecuária, principal fonte de rendimento de muitas famílias, através da criação de espaços adequados para a criação de gado.
Herménio Fernandes adiantou igualmente que está em fase de conclusão um bloco com seis apartamentos destinado a responder às necessidades habitacionais da comunidade, e garantiu que "nenhuma família fique para trás" no acesso a uma habitação condigna.
O autarca explicou que, paralelamente à construção das novas moradias, foram recuperadas seis casas tradicionais revestidas de palha, preservando um dos principais símbolos da identidade dos Rebelados.
Segundo disse, a manutenção destas habitações tradicionais foi uma decisão concertada com a comunidade, por representarem um património histórico e cultural que constitui um dos principais atractivos turísticos do município.
"O visitante procura esta comunidade pela autenticidade das casas de palha, pelas vivências dos Rebelados e pelo artesanato produzido por jovens e mulheres da localidade", referiu.
Para Herménio Fernandes, a preservação deste património, aliada à melhoria das condições de vida das famílias, permitirá consolidar a comunidade dos Rebelados como um dos principais destinos de turismo cultural da ilha de Santiago e de Cabo Verde, contribuindo simultaneamente para a criação de emprego, geração de rendimento e redução da pobreza.
DV/AA
Inforpress/Fim
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