
Porto Novo, 04 Fev (Inforpress) – O cineasta moçambicano Júlio Silva disse na noite de terça-feira, 05, em Santo Antão, que o filme Menino Mar é “uma história de cabo-verdianos para cabo-verdianos” e sua contribuição para que “as histórias de Cabo Verde não morram”.
Júlio Silva, que falava na abertura da mostra de cinema em Santo Antão, explicou que este filme, que retrata o trágico naufrágio do navio Vicente, ocorrido ao largo da ilha do Fogo, em Janeiro de 2015, é baseado “no sentimento de uma mãe de que algo não estava a correr bem naquela viagem”.
“Resolvi, por isso, contar em forma de ficção esta história e não deixar a data morrer”, vincou.
A película, com duração de uma hora, conta a história de uma criança que desapareceu nas águas do oceano, segundo ainda este realizador e actor, que tem também nacionalidade cabo-verdiana, que acentuou que realizou o filme porque conheceu a mãe da criança.
Este filme está a ser exibido em Santo Antão no âmbito de uma mostra de cinema iniciada na terça-feira, 03, na cidade do Porto Novo, numa iniciativa Associação do Cinema e Audiovisual de Cabo Verde (ACACV), que contou com o apoio da Presidência da República e da Câmara Municipal do Porto Novo.
A presidente da ACACV, Cândida Barros, disse que a mostra de filmes faz parte dos propósitos desta associação que, em parceria com as instituições do país, pretende levar o cinema às comunidades.
“A ACACV tem um longo caminho a percorrer se não for abraçado pelas instituições”, avançou Cândida Barros, agradecendo ainda o apoio do actor e realizador Jorge Martins na realização deste evento.
Hoje, o filme “Menino do Mar” vai ser exibido na Ribeira Grande e na quinta-feira, 05, no Paul.
JM/AA
Inforpress/Fim
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