
Cidade da Praia, 07 Nov (Inforpress) - O candidato à Presidência da República Casimiro de Pina considera que a descentralização deve ultrapassar a dimensão puramente técnica e assumir-se como uma "dinâmica da liberdade", perspectivando um Estado menos centralizador e mais aberto à sociedade civil.
A posição foi assumida na sexta-feira, durante o segundo debate presidencial promovido pela Televisão de Cabo Verde (TCV) e transmitido em simultâneo pela Rádio de Cabo Verde (RCV), evento que contou com a participação de quatro dos seis candidatos à chefia do Estado.
Na sua intervenção, Casimiro de Pina afirmou deter conhecimento aprofundado sobre a matéria do ordenamento e descentralização do poder, sustentando que o processo se encontra umbilicalmente ligado à realização da pessoa humana, independentemente da sua localização geográfica no arquipélago.
“A descentralização não é uma questão meramente técnica. É uma dinâmica da liberdade”, sustentou o aspirante ao Palácio do Platô, advertindo que o poder central não deve sufocar a sociedade civil, mas antes alargar os espaços de autonomia e concretização individual.
O candidato preconizou a formulação de políticas públicas estruturadas e o aperfeiçoamento dos quadros legislativos para esbater as assimetrias regionais que persistem no país, considerando que a matéria exige uma discussão profunda e soluções devidamente fundamentadas.
Caso mereça a confiança do eleitorado no pleito presidencial, Casimiro de Pina comprometeu-se a dinamizar um debate nacional sobre a descentralização, envolvendo académicos, especialistas nacionais e internacionais.
Neste âmbito, o candidato anunciou o propósito de promover um intercâmbio técnico-científico com especialistas de outros países, visando proporcionar uma “fertilização cruzada” entre a doutrina estrangeira e a experiência prática cabo-verdiana.
Concorrem ao cargo de Presidente da República, para além de Casimiro de Pina, José Maria Neves, Antero Tavares, Gilson Alves, Joana Rosa e Loisito de Sousa.
Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.
JBR/CP
Inforpress/Fim
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