
Cidade da Praia, 13 Out (Inforpress) – Os preços das hortaliças e dos legumes estão mais elevados desde o final de Setembro no mercado do Platô, na Praia, devido à escassez de vários produtos, uma situação que preocupa vendedeiras, comerciantes e consumidores.
Produtos como tomate, pimentão, pepino, batata-doce, abóbora, cenoura e cebola estão entre os mais caros, segundo as vendedeiras ouvidas hoje pela Inforpress, que apontam as chuvas e as cheias recentes como um dos factores que contribuíram para a redução da oferta no mercado.
A vendedeira Miriam Helena, que comercializa produtos agrícolas há vários anos no maior mercado da capital, explicou que as chuvas arrastaram diversas culturas, reduzindo a quantidade de produtos disponíveis para comercialização.
Segundo a mesma fonte, os agricultores estão a vender os produtos que restaram a preços mais elevados, o que acaba por se reflectir no custo para os consumidores.
Miriam Helena apontou o tomate como o produto mais caro, com o quilograma a atingir os 500 escudos, seguindo-se outros produtos hortícolas, como o pimentão, a batata-doce, a abóbora e o pepino.
A vendedeira acrescentou ainda, que o abastecimento do mercado tem sido cada vez mais limitado, registando-se escassez de produtos como salsa, batata-doce, cenoura, espinafre e tomate.
“Estamos tristes porque os preços dos produtos estão caríssimos, principalmente do tomate”, lamentou, referindo que muitos clientes acabam por desistir da compra de alguns produtos depois de conhecerem os preços e outros compram em pequena quantidade de acordo com o seu bolso.
Perante esta situação, Miriam Helena defendeu que as autoridades devem apostar em mecanismos de conservação e armazenamento de produtos agrícolas em Cabo Verde, de modo a permitir o aproveitamento da produção nos períodos de maior abundância e a sua disponibilização nas épocas de escassez.
Por sua vez, a vendedeira Cecília Cerqueira também manifestou preocupação com o aumento dos preços e a falta de produtos, salientando que esta é uma situação que se repete todos os anos nesta época.
Segundo a mesma, a banana verde, que anteriormente era vendida a 240 escudos, apresenta agora um preço mais baixo, em comparação com outros produtos disponíveis no mercado.
Apesar das dificuldades, mostrou-se esperançosa com as precipitações registadas, nos últimos dias, considerando que a disponibilidade de água poderá permitir aos agricultores preparar novas culturas e contribuir, futuramente, para a redução dos preços.
Também a dona de casa, Zenaida de Pina, manifestou insatisfação com os preços praticados no mercado, afirmando que muitas famílias não têm condições para comprar todos os produtos de que necessitam.
A consumidora explicou que procura adquirir apenas o indispensável para a casa, mantendo, contudo, a esperança de que as chuvas tragam melhores condições para a produção agrícola e permitam uma descida dos preços.
DG/HF
Inforpress/Fim
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