
Cidade da Praia, 06 Nov (Inforpress) – O nadador-salvador Nick Pereira aconselhou hoje os banhistas a evitarem o mar na praia da Prainha, na capital, na sequência de uma nova vaga massiva de sargaço, apelando à prudência dos frequentadores e à remoção adequada das algas.
A acumulação extraordinária de sargaço voltou a cobrir a praia da Prainha, condicionando fortemente a ida a banhos e a actividade recreativa naquela zona balnear da capital.
De serviço durante a manhã desta sexta-feira, Nick Pereira manifestou-se impressionado com a dimensão do fenómeno, demonstrando apreensão pelo facto de alguns banhistas insistirem em entrar na água apesar dos condicionalismos evidentes.
Em declarações à Inforpress, o nadador-salvador associou o fenómeno às alterações climáticas, sublinhando que é a primeira vez que testemunha uma invasão destas proporções no local.
Para além dos impedimentos físicos, o nadador alertou para os potenciais impactes na saúde humana, observando que o contacto directo com as algas pode despoletar irritações cutâneas, defendendo ainda a realização de estudos para avaliar a sua utilização rentável e os protocolos de segurança aplicáveis.
Nick Pereira adiantou que a praia se encontra coberta há três dias consecutivos, registando-se a comparência de voluntários para acções de recolha no areal.
“Ao ser recolhido das praias, não deve ser colocado no lixo comum, penso eu, já que emite gases tóxicos durante a decomposição”, advertiu.
No local, o banhista José Augusto expressou igualmente preocupação face à extensão da mancha de algas, confirmando ter prescindido dos banhos de mar por conhecer os riscos para a saúde associados.
Perante o cenário, o munícipe solicitou a intervenção urgente de especialistas e das autoridades competentes para monitorizar a situação e proceder à limpeza sistematizada e segura da estância balnear.
Sobre a matéria, a bióloga marinha Diana Semedo havia emitido anteriormente um alerta relativo aos perigos da decomposição do sargaço, explicando que a degradação da matéria orgânica emana gases susceptíveis de causar reacções alérgicas e irritações na pele.
Apesar dos inconvenientes para a saúde pública e para o turismo balnear, a bióloga recordou que o sargaço integra a dinâmica dos ecossistemas oceânicos, desempenhando funções ecologicamente relevantes no meio marinho, nomeadamente como habitat de protecção e fonte de alimentação para diversas espécies.
OS/CP
Inforpress/Fim
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