
Cidade da Praia, 03 de Jun (Inforpress) – A falta de segurança nas passadeiras de peões na Praia, e noutras regiões do país, é motivo de descontentamento e preocupação entre cidadãos e automobilistas, devido à deficiente sinalização e à urgência de uma maior consciencialização cívica.
Um périplo pelas principais artérias da capital permite constatar o cenário descrito pelos utentes, uma vez que, em muitas zonas, a tinta que deveria delimitar as passadeiras confunde-se com a cor do pavimento, devido ao desgaste, tornando-as praticamente invisíveis, especialmente no período nocturno ou em dias de chuva.
“Há zonas onde as passadeiras foram pintadas há tanto tempo que já desapareceram, e os condutores simplesmente não param porque não as veem. Noutros locais, há um excesso de passadeiras em poucos metros, o que quebra o ritmo do trânsito sem necessidade”, lamenta Jorge Silva, condutor profissional há muitos anos na capital.
Se, por um lado, os automobilistas apontam a falta de visibilidade e a ausência de sinalização vertical de pré-aviso como factores de risco, por outro, os peões queixam-se da falta de prioridade e do desrespeito pelas regras de trânsito.
Contudo, os próprios transeuntes partilham culpas, sendo também evidente o uso incorrecto das vias, com travessias fora dos locais devidos ou sem a necessária atenção ao fluxo de veículos.
A implantação das passadeiras é outra falha apontada pelos munícipes às autoridades competentes.
“Enquanto certas zonas apresentam uma densidade considerada excessiva de passagens estruturadas, outras áreas de forte circulação, onde se registam fluxos diários de idosos e crianças em idade escolar, deixam as pessoas expostas ao perigo devido à inexistência de passadeiras”, queixa-se Joana Semedo, uma senhora na meia idade.
Neste contexto, perante o aumento do parque automóvel na capital e o registo de sucessivos atropelamentos, tanto peões como condutores apelam a uma intervenção urgente das autoridades competentes, nomeadamente da Câmara Municipal, na requalificação da sinalização horizontal e vertical.
Os utentes da via pública reivindicam, assim, um plano de requalificação urbana que inclua a repintura regular das passadeiras com materiais de maior durabilidade e reflectividade, de modo a garantir uma cidade mais segura para todos.
SC/AA
Inforpress/Fim
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