
Cidade da Praia, 16 Set (Inforpress) – O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades (MNEC) assinalou hoje o Dia da Diplomacia Cabo-verdiana com uma cerimónia de homenagem às 25 vítimas mortais do acidente ocorrido na ilha do Fogo, a 05 de Setembro, num gesto de solidariedade.
A cerimónia, que reuniu o corpo diplomático acreditado em Cabo Verde, realizada no Salão Nobre Silvino da Luz, nas instalações do MNEC, na Achada de Santo António, na Cidade da Praia, foi marcada por um minuto de silêncio em memória das vítimas, seguido de um momento musical protagonizado por duas crianças ao piano.
Ao presidir ao acto, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades e da Defesa Nacional, Manuel Amante da Rosa, manifestou solidariedade às famílias enlutadas e às vítimas do acidente.
“É com profunda emoção que abro esta cerimónia de homenagem no Dia da Diplomacia Cabo-verdiana, com uma homenagem às vítimas da ilha do Fogo”, afirmou o governante.
Manuel Amante da Rosa sublinhou que, mais do que uma efeméride, o dia 16 de Setembro constitui uma data de homenagem a todos os que, “com dedicação, patriotismo e inabalável sentido de Estado”, representam ou representaram Cabo Verde nos diferentes quadrantes do mundo.
Segundo o ministro, a diplomacia cabo-verdiana tem constituído um “recurso estratégico” e uma “força de moderação dialogante”, orientada para a defesa dos interesses nacionais e para a projecção dos valores da República de Cabo Verde.
Considerou ainda que o leque de missões confiadas aos diplomatas cabo-verdianos é “imenso”, destacando o papel da diplomacia perante os desafios que afectam o arquipélago e que exigem uma actuação “activa, devotada e crucial” para transformar adversidades em oportunidades e resultados concretos.
“A diplomacia tem sido, ao longo da história de Cabo Verde, muito mais do que a defesa de interesses nacionais. Tem sido a projecção dos nossos valores e desta nação que, mesmo antes de ser Estado, preservava e preserva o humanismo, a coesão e a solidariedade”, afirmou.
Para o ministro, a celebração deste ano assume um significado particular, transformando-se numa data de “memória, luto e solidariedade”.
“Os valores que marcam a nossa diplomacia ganham um sentido mais profundo e a nossa rede diplomática une-se num só gesto”, salientou.
Manuel Amante da Rosa destacou, igualmente, a importância simbólica da ilha do Fogo, considerando que esta “faz parte da nossa alma colectiva”, pela sua fé, força e resiliência.
“Este momento mostra a razão da nossa diplomacia, servir os cabo-verdianos onde quer que estejam”, afirmou, assegurando que o Governo continuará a trabalhar para que a rede diplomática seja um instrumento de protecção, apoio e proximidade às comunidades cabo-verdianas no exterior, bem como de promoção do desenvolvimento de todas as ilhas, incluindo a do Fogo.
“Nos momentos difíceis é a nossa coesão e solidariedade que nos fortalece. Deixamos uma mensagem de esperança”, acrescentou.
O Governo reafirmou, por outro lado, o seu compromisso com a protecção dos sobreviventes e o apoio aos familiares das vítimas mortais, através de uma abordagem multidimensional.
O Dia da Diplomacia Cabo-verdiana é celebrado anualmente a 16 de Setembro, data instituída oficialmente pela Resolução n.º 80/2022 do Conselho de Ministros, de 10 de Agosto, com o objectivo de homenagear e valorizar a diplomacia e o papel dos diplomatas na projecção internacional de Cabo Verde.
DG/HF
Inforpress/Fim
Partilhar