
Cidade da Praia, 15 Abr (Inforpress) – A aeronave King Air realizou cinco transferências médicas em dois meses de operação, mesmo com constrangimentos registados na articulação entre as entidades envolvidas no processo.
A constatação é da ministra de Estado e da Defesa Nacional, Janine Lélis, que falava à imprensa, na cidade da Praia, durante uma visita à Plataforma King Air para se inteirar das missões realizadas nestes dois meses.
Segundo a governante, as transferências, duas da Boa Vista, duas do Fogo e uma do Sal, demonstram que a aeronave “está a cumprir com as suas missões” e a prestar “um serviço essencial para o país”, sobretudo ao garantir o acesso dos doentes aos hospitais centrais.
No entanto, admitiu a necessidade de melhorar os procedimentos operacionais, apontando falhas na coordenação entre os serviços de Saúde, Proteção Civil e bombeiros, que podem resultar em atrasos no atendimento após a chegada dos pacientes.
“Há sim procedimentos que precisam ser afinados”, disse, indicando que a principal preocupação está na rapidez da resposta, desde o momento da solicitação até à transferência do doente.
A ministra explicou que o transporte de doentes é realizado mediante solicitação do Ministério da Saúde, envolvendo uma cadeia de intervenientes que exige maior sincronização para garantir eficiência no processo.
Ainda assim, destacou que a plataforma tem assegurado “elevados níveis de segurança e conforto”, cumprindo o propósito do projeto de aviação militar, que inclui também missões de vigilância, patrulhamento e busca e salvamento.
No quadro do reforço operacional, anunciou formações para os equipamentos a bordo já no mês de Maio e a continuidade de parcerias institucionais, visando melhorar os procedimentos e garantir a sustentabilidade do projecto.
A governante referiu igualmente que está em curso o processo de certificação dos aeródromos da Boa Vista e do Fogo para operações militares, incluindo transferências doentes no período noturno, sublinhando que se trata de uma necessidade para responder a situações de emergência.
Janine Lélis assegurou que o projecto é contínuo, com um concurso aberto para recrutamento e formação de seis pilotos e técnicos de manutenção, reforçando o compromisso de consolidação da aviação militar no país.
TC/AA
Inforpress/Fim
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