
Cidade da Praia, 15 Abr (Inforpress) – O director nacional das Aldeias Infantis SOS Cabo Verde afirmou hoje que os parceiros constituem a “base de toda a intervenção” da organização junto das crianças e famílias em situação de vulnerabilidade, sublinhando que sem eles nada seria possível.
O responsável falava à Inforpress, no âmbito de um encontro com parceiros e amigos na cidade da Praia, destinado ao balanço das actividades de 2025 e à apresentação das perspectivas para o ano de 2026.
Segundo Ricardo Andrade, o impacto alcançado pela instituição depende directamente do apoio técnico e financeiro dos parceiros, que permitem transformar projetos em ações concretas junto das crianças e famílias.
“Nós vivemos com parceiros e de parcerias. As Aldeias Infantis SOS concretizam o seu impacto através das doações, seja através de capacidades técnicas dos parceiros, ou de recursos financeiros”, salientou.
As Aldeias Infantis SOS pretendem reforçar ainda mais essa relação, pelo que explicou o director, o objectivo deste encontro é precisamente percorrer o ano 2025, visitar os principais marcos e ao mesmo tempo fazer uma perspectiva para este ano, dando a conhecer aos parceiros.
Entre os principais resultados de 2025, o director destacou o envio de 12 jovens para formação profissional nos Açores (Portugal) e a intervenção de emergência na ilha de São Vicente após a passagem da tempestade Erin.
“Ali tivemos que nos reinventar. Ir para as comunidades, estar ao lado das famílias, numa primeira fase com kits de sobrevivência, e numa segunda fase agora com vários projectos em execução para poder levantar essas famílias, criar resiliência através de várias formas”, explicou o responsável nacional.
Ricardo Andrade reforçou que esses resultados só foram possíveis graças aos parceiros, que considera a base de toda a sua actuação.
Para 2026, as Aldeias Infantis SOS elegeram como prioridades o reforço do combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes, a continuidade das campanhas de responsabilidade parental e o alargamento do trabalho comunitário.
“Apoiar as associações comunitárias de base para que possam liderar as suas comunidades, empoderá-las nas capacidades de competências parentais para poderem transmitir às famílias. Mas, acima de tudo, criar condições para que as crianças estejam em ambientes seguros e protegidos”, concluiu.
O evento de partilha e reflexão reuniu representantes de diversas organizações, empresas e instituições, visando consolidar o compromisso colectivo com a protecção e o desenvolvimento da infância em situação de vulnerabilidade em Cabo Verde.
ET/CP
Inforpress/Fim
Partilhar