
Cidade da Praia, 25 Mai (Inforpress) - O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) e a Associação Lantuna assinaram, hoje, um protocolo de cooperação destinado a fortalecer acções conjuntas nas áreas da promoção da saúde, investigação e conservação ambiental.
Segundo Hélio Rocha, vogal do Conselho Directivo do INSP, esta é uma iniciativa que aposta na abordagem integrada “One Health”, ligando a saúde humana, animal e ambiental.
Acrescentou ainda, que o acordo está alinhado com o Plano Nacional de Promoção da Saúde e com a estratégia do instituto para melhorar o acesso à saúde em Cabo Verde.
Segundo aquele responsável, a parceria permitirá desenvolver projectos de investigação e campanhas de sensibilização focadas não apenas na saúde humana, mas também na protecção ambiental e no impacto que o meio ambiente tem na qualidade de vida das populações.
“Com este protocolo podemos ampliar as nossas investigações ligadas também à parte de saúde ambiental e ajudar os decisores a tomarem melhores decisões baseadas em evidências relativamente à saúde humana, ambiental e também animal”, afirmou.
Hélio Rocha afirmou que o protocolo tem a duração inicial de um ano e com a possibilidade de renovação.
Por sua vez, a directora executiva da Associação Lantuna, Ana Veiga, sublinhou que o papel da Lantuna é promover e conservar a natureza e desenvolvimento sustentável, bem como o compromisso de promover a saúde.
“O ambiente e a saúde estão intimamente interligados, portanto, é o nosso dever disseminar boas práticas para a conservação do ambiente e isto directamente terá um impacto positivo também na nossa saúde”, explicou Ana Veiga.
Aquela responsável frisou ainda que a organização trabalha há vários anos com comunidades afectadas pela extracção ilegal de inertes em zonas costeiras de Santiago, e que por isso vem promovendo alternativas sustentáveis de rendimento para mulheres dessas localidades.
Entre os exemplos apresentados, destacam-se iniciativas em Porto Mosquito e Porto Rincão, onde mulheres anteriormente dependentes da extracção de areia passaram a desenvolver actividades ligadas à criação de animais, com apoio técnico e formação profissional.
Segundo Ana Veiga, a ideia é promover boas práticas tanto a nível da conservação dos ecossistemas, mas também da saúde pública, e também para a melhoria das condições de saúde da própria comunidade.
No âmbito da parceria, estão previstas feiras de saúde, campanhas de sensibilização comunitária e acções de comunicação digital para reforçar a educação ambiental e sanitária, com o objectivo de alcançar também outras ilhas do país.
“É necessário também promover o ambiente como um sector transversal e a saúde também tem a sua transversalidade”, conclui Ana Veiga.
JBR/ZS
Inforpress/Fim
Partilhar