Uni-CV defende reforço da leitura infantil como instrumento de inclusão social

Inicio | Cultura
Uni-CV defende reforço da leitura infantil como instrumento de inclusão social
25/05/26 - 08:32 pm

Cidade da Praia, 25 Mai (Inforpress) – O pró-reitor da Universidade de Cabo Verde defendeu hoje, na Praia, o reforço da promoção da leitura desde a infância e de políticas públicas de acesso ao livro, considerando a literatura infantil essencial para o desenvolvimento humano e social.

A Universidade de Cabo Verde iniciou hoje o III Simpósio Internacional de Literatura Infantil e Juvenil, sob o lema “Infâncias, Circulações e Poéticas em Contextos Plurais”, reunindo investigadores, docentes, estudantes e especialistas nacionais e estrangeiros para debater as dinâmicas da literatura em língua portuguesa.

Na sessão de abertura, o pró-reitor para a Investigação, Inovação e Extensão, Adilson Semedo, destacou a relevância da literatura infantil e juvenil no contexto do ensino superior, sublinhando que a leitura desde a infância desempenha um papel determinante na formação de cidadãos críticos e participativos.

Segundo o responsável, os desafios colocados pela era digital e pela massificação do acesso às tecnologias exigem novas estratégias de ensino-aprendizagem assentes na investigação, inovação e pensamento reflexivo.

Adilson Semedo defendeu ainda que a leitura deve ser encarada como uma prática social estruturante, capaz de influenciar comportamentos, valores e formas de interpretação da realidade.

O pró-reitor salientou igualmente a necessidade de reforçar políticas públicas de promoção do acesso ao livro e combate às desigualdades no acesso à leitura, considerando este factor determinante para a inclusão social e o desenvolvimento sustentável do país.

Por sua vez, a pró-reitora para os Estudantes, Cultura, Académica e Vida Universitária, Elvira Correia, destacou o papel da literatura infantil e juvenil como instrumento de emancipação intelectual e de construção do pensamento crítico.

A responsável sublinhou a importância da mediação literária, defendendo o papel de professores, famílias e bibliotecários na criação de hábitos de leitura e na aproximação entre o livro e os jovens leitores.

“Mediar a leitura é transformar o acto de ler num espaço de diálogo, imaginação e partilha de conhecimento”, afirmou.

Elvira Correia considerou ainda que a literatura infantil e juvenil contribui para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças e jovens, promovendo competências como raciocínio lógico, concentração e empatia.

O III Simpósio Internacional de Literatura Infantil e Juvenil prossegue nos próximos dias com comunicações científicas e debates sobre produção, ensino e circulação do livro infantil e juvenil em língua portuguesa.

CG/SR/JMV

Inforpress/Fim

Partilhar