
Espargos, 10 Set (Inforpress) – O vereador da Inclusão Social da Câmara Municipal do Sal defendeu hoje a união entre os poderes central, local, sociedade civil e famílias para fazer face à problemática da saúde mental e à prevenção do suicídio.
Jucelino Cardoso falava no Salão Nobre dos Paços do Concelho durante o acto de abertura da VII Conferência de Prevenção do Suicídio, iniciativa enquadrada nas Festividades do Município do Sal 2026 e que este ano se realiza sob o lema “A arte de romper o silêncio”.
Na sua intervenção, Jucelino Cardoso alertou para a complexidade do fenómeno, sublinhando que a questão não se resolve com soluções simples e que o ritmo acelerado da sociedade moderna tem isolado os indivíduos.
"Estamos a viver numa situação do pensamento acelerado, numa correria. Nem todos os humanos têm a mesma capacidade para absorver as circunstâncias e os acontecimentos deste mundo agitado", observou o vereador, frisando a importância de não se desvalorizarem os sinais de alerta nem o sofrimento alheio.
Segundo a mesma fonte, é imperativo "dispensar um minuto que seja do nosso tempo para escutar quem está afito", lembrando que a dor muitas vezes se manifesta num silêncio sufocante, em que as pessoas necessitam de ajuda, mas não encontram forças ou espaço para gritar.
Jucelino Cardoso sublinhou ainda que a perda de uma única vida tem de ser encarada com a máxima relevância, visto tratar-se do "centro da intervenção" social e humana da autarquia.
Neste sentido, reforçou que o município continua focado em transformar problemas em desafios, e anunciou, para breve, a abertura de um novo espaço de apoio técnico e comunitário na ilha.
"Identificámos a necessidade de ter um centro psicossocial e socio-familiar para tentar ajudar da melhor forma possível. Será inaugurado muito em breve, conferindo assim mais ferramentas para trabalhar junto das famílias e garantir dignidade à vida das pessoas", revelou.
A VII Conferência de Prevenção do Suicídio reúne durante o dia de hoje profissionais da área da saúde, psicologia e sociedade civil para debates e acções de sensibilização sobre a escuta activa e o fortalecimento das redes comunitárias de apoio.
NA/CP
Inforpress/Fim
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