
Cidade da Praia, 10 Set (Inforpress) – O Presidente da República, José Maria Neves, fez hoje um balanço “fortemente positivo” do seu mandato ao serviço do país, classificando este ciclo como uma etapa de grande superação institucional e proximidade aos cidadãos.
“No final deste mandato queria manifestar a minha grande satisfação, porque foi na verdade um excelente mandato, um mandato audaz, auspicioso e cintilante”, declarou o Chefe de Estado, numa conferência de imprensa destinada a apresentar o balanço do seu mandato e a abordar os ganhos e os desafios produzidos nas diversas frentes de actuação do país.
Na sua intervenção, José Maria Neves sublinhou os desafios de presidir a um “Estado transnacional", feito de ilhas e de uma imensa diáspora espalhada por todo o mundo, num contexto global marcado por guerras, alterações climáticas e restrições à mobilidade.
Apesar dos constrangimentos, o Chefe de Estado realçou a capacidade de diálogo de Cabo Verde, sublinhando que o país conseguiu abrir novos caminhos através do entendimento entre as forças políticas, o Estado e os municípios, garantindo assim a estabilidade política e institucional.
A busca por essa coesão traduziu-se, segundo o Presidente, na sua actuação como “ouvidor-geral da República”, impulsionada por acções descentralizadas como a Presidência na ilha e a Presidência na diáspora.
“É importante que o Presidente seja o traço de união entre todos os cabo-verdianos, independentemente do país onde estejam, da sua condição social ou da sua sensibilidade política”, afirmou, lembrando ainda a proximidade mantida nos momentos mais dolorosos do país, como os acidentes na Serra Malagueta e na ilha do Fogo, ou no diálogo com a juventude da Geração Z durante as Semanas da República.
No plano internacional, José Maria Neves fez questão de relevar os títulos e cargos assumidos em organismos multilaterais, apontando os ganhos diplomáticos para o arquipélago.
“Fomos designados ‘champions’ da União Africana para a Preservação do Património Natural e Cultural de África, patrono da Aliança da Década do Oceano pela UNESCO e patrono da História Geral da África. São designações extraordinariamente importantes para projectarmos a imagem externa de Cabo Verde”, analisou.
Na agenda ambiental, destacou a realização de cinco conferências internacionais dedicadas à economia azul e à preservação dos mares, além da recepção de vários Chefes de Estado de referência e da visita histórica do Director-Geral da Unesco após 23 anos.
Num quadro internacional de incertezas e crises democráticas, o mais alto magistrado da Nação valorizou a capacidade de manter a paz social e a estabilidade democrática em Cabo Verde após sucessivos actos eleitorais com alternâncias de poder.
Reafirmando o papel do Chefe de Estado como elemento agregador e defensor da integridade territorial, José Maria Neves defendeu que o Presidente “deve ser, sobretudo, um pacificador” capaz de se colocar acima das hostilidades e procurar consensos sobre o que é essencial.
Ao concluir a sua intervenção, deixou uma mensagem de confiança quanto ao futuro do país.
“Hoje sinto-me muito mais preparado, muito mais confiante no exercício da Presidência da República e com melhores condições para contribuir para um país grande, um país com ambição e capaz de se transformar”, frisou
SC/HF
Inforpress/Fim
Partilhar