
Cidade da Praia, 24 Out (Inforpress) – A representante do movimento Pan-Africana, Inês Moussa Sambu, adiou hoje a manifestação de solidariedade com a Guiné-Bissau, prevista para decorrer em frente à Embaixada do Senegal, na cidade da Praia, devido à fraca participação.
Em declarações à Inforpress, no local previsto para a realização da manifestação, Inês Moussa Sambu explicou que a iniciativa não se concretizou por falta de participantes, tendo o grupo decidido adiar a mobilização para uma data ainda por anunciar.
“A nossa expectativa é que houvesse maior participação dos guineenses, porque a situação da Guiné-Bissau é preocupante”, afirmou, manifestando descontentamento com a fraca adesão a uma iniciativa destinada a chamar a atenção para a situação política e social daquele país.
A representante admitiu que falhas na comunicação poderão também ter contribuído para a reduzida participação, explicando que ficou sem telefone após ter sido assaltada, quando se deslocou, na quarta-feira, para entregar a carta de informação sobre a manifestação.
Segundo a entrevistada, pediu aos colegas que assegurassem a divulgação da iniciativa, mas reconheceu que a comunicação não foi suficiente para mobilizar os participantes.
Apesar do adiamento, Inês Moussa Sambu garantiu que pretende continuar a organizar iniciativas de solidariedade com a Guiné-Bissau, procurando corrigir as falhas identificadas e melhorar a preparação de uma próxima manifestação, cuja data ainda não está definida.
“Vou continuar, vou organizar melhor, vou tentar informar onde está o erro para não se repetir”, afirmou.
A mobilização tinha como objectivos exigir a libertação de presos políticos, o restabelecimento da ordem constitucional na Guiné-Bissau e maior transparência na mediação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), conduzida pelo Senegal.
Na perspectiva de Inês Moussa Sambu, a reduzida participação demonstra a necessidade de maior sensibilização dos guineenses para os seus direitos e deveres. A representante relacionou ainda a situação do país com as dificuldades de sobrevivência e a emigração de cidadãos em busca de melhores condições de vida.
“Se nós soubéssemos que emigrar é um acto de desespero, é um acto de ir buscar melhor, nós estaríamos aqui para reivindicar o nosso melhor”, observou.
Relativamente ao memorando dirigido à Embaixada do Senegal, Sambu confirmou que o documento foi entregue na sexta-feira, depois de, segundo relatou, o grupo ter sido informado de que o embaixador não poderia recebê-lo, uma vez que o encontro não tinha sido previamente confirmado e a carta de informação não especificava o objectivo da iniciativa.
A manifestação integrava uma mobilização internacional de solidariedade com o povo da Guiné-Bissau, que previa igualmente acções em Dakar, capital do Senegal, Lisboa e outras cidades.
KF/JMV
Inforpress/Fim
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