Santo Antão: Condutores denunciam prejuízos causados pelo atraso na deslocalização das pocilgas de Boca-de-Pinhão

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Santo Antão: Condutores denunciam prejuízos causados pelo atraso na deslocalização das pocilgas de Boca-de-Pinhão
24/10/26 - 05:24 pm

Ribeira Grande, 24 Out (Inforpress) – Condutores que circulam na zona de Pinhão, na Ribeira Grande, denunciaram hoje o mau cheiro provocado pelas pocilgas de Boca-de-Pinhão, alertando para os riscos para a saúde pública e criticando o atraso na transferência das instalações para Barbasco.

Em declarações à Inforpress, o condutor Armindo Monteiro, que percorre várias vezes ao dia o trajecto entre Pinhão e Povoação, considerou que a situação das pocilgas é preocupante, sobretudo nos dias de maior calor, quando o mau cheiro se torna insuportável.

“O lugar está muito sujo. Queimam-se os dejectos dos animais e o cheiro acaba até por afectar os moradores que moram mais para cima, em Pinhão”, denunciou.

Armindo Monteiro manifestou igualmente preocupação com a saúde das crianças e dos idosos que circulam naquela zona, considerando que a situação constitui um problema de saúde pública.

Por sua vez, Styvan Cruz, também condutor naquela via, questionou a falta de intervenção das autoridades e lamentou a imagem negativa que a situação transmite a quem visita a localidade.

“Todos os dias nos sentimos prejudicados, porque o cheiro está sempre a piorar. Por exemplo, quando transportamos turistas, eles tapam o nariz por causa do cheiro e isto deixa uma má imagem. As autoridades têm de tomar medidas”, apelou.

A Câmara Municipal da Ribeira Grande tem em fase avançada a construção de novas pocilgas na zona de Barbasco, destinadas a criar uma alternativa para os criadores de porcos, maioritariamente provenientes da zona do Tarrafal. Contudo, os trabalhos encontram-se parados.

O processo de deslocalização das pocilgas remonta a 2017. No final de 2025, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Armindo da Luz, anunciou que as obras das novas instalações estavam praticamente concluídas e que a transferência deveria ocorrer antes do final do primeiro trimestre de 2026.

O mau cheiro provocado pelas pocilgas de Boca-de-Pinhão tem motivado sucessivas reclamações, inclusive durante cerimónias fúnebres, uma vez que o local é frequentado por muitas pessoas que ali se despedem dos seus entes queridos.

EL/JMV

Inforpress/Fim

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