
Cidade da Praia, 17 Jun (Inforpress) – O secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro para a Comunicação Social reconheceu hoje que, apesar dos avanços registados durante o mandato 2021-2026, o Governo poderia ter ido mais longe no apoio ao sector privado da comunicação social.
A declaração de Lourenço Lopes foi feita durante uma visita à Inforpress e à Rádio Televisão Cabo-verdiana (RTC), no âmbito do balanço do trabalho realizado pelo executivo na área da comunicação social.
"Em relação ao sector privado da comunicação social, é meu entendimento que fizemos muito, mas podíamos ter ido mais além, podíamos ter feito muito mais", afirmou, considerando tratar-se de uma questão de honestidade política.
Segundo explicou, o próximo titular da pasta da comunicação social receberá um conjunto de propostas e diplomas já preparados com vista ao reforço e empoderamento dos órgãos privados de comunicação social.
Entre as medidas identificadas estão o Estatuto de Utilidade Pública dos Média Privados, um decreto-lei sobre a publicidade institucional do Estado e mecanismos para uma maior participação dos órgãos privados na distribuição dos recursos destinados ao sector.
Lourenço Lopes defendeu igualmente a criação de uma estrutura que concentre as diferentes fontes de financiamento da comunicação social, numa lógica semelhante ao antigo fundo de apoio ao sector.
O governante sublinhou que estas iniciativas poderão contribuir para melhorar a sustentabilidade financeira dos órgãos privados, ampliar o acesso à publicidade institucional e criar melhores condições para o exercício do jornalismo.
Apesar das limitações reconhecidas no apoio ao sector privado, considerou que Cabo Verde dispõe hoje de bases importantes para prosseguir as reformas na comunicação social.
"O desenvolvimento é uma corrida de estafetas. Fizemos a nossa parte e o próximo Governo encontrará realizações importantes sobre as quais poderá continuar a trabalhar", afirmou.
Lourenço Lopes assegurou que deixará ao futuro responsável pela área um conjunto de recomendações e instrumentos já preparados, defendendo que o fortalecimento dos média privados deve continuar a ser uma prioridade para o desenvolvimento do sector e para o aprofundamento da democracia cabo-verdiana.
CM/CP
Inforpress/Fim
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