
São Filipe, 04 Set (Inforpress) - A obra de reabilitação e asfaltagem da estrada Patim/Salto/Cova Figueira, encontra-se “praticamente parada”, seis meses após a consignação, apesar de já ter decorrido um terço do prazo de execução previsto.
A empreitada, consignada a 04 de Fevereiro pelo anterior Governo, representa um investimento global superior a 750 mil contos e tem um prazo de execução de 18 meses.
A obra foi adjudicada ao consórcio Elevolution Engenharia e Gama Engenharia e Construção, vencedor do concurso público.
Com cerca de 17 quilómetros de extensão, a estrada é considerada uma infraestrutura estratégica para a mobilidade e o desenvolvimento económico e social da ilha, sobretudo por constituir um eixo alternativo à ligação São Filipe–Mosteiros pela via norte e contribuir para o desencravamento da região sul.
Apesar da importância da intervenção, os trabalhos avançaram pouco desde a consignação e até agora, o consórcio procedeu sobretudo a cortes nas bermas da estrada, fora das localidades, e à instalação do estaleiro.
Neste momento, segundo informações de condutores e proprietários de viaturas que circulam diariamente no troço de estrada, a execução “encontra-se praticamente parada”, situação que está a gerar preocupação dos que utilizam a via, devido ao receio de que o ritmo actual dos trabalhos comprometa o cumprimento do prazo contratual.
Quando foi consignada, a obra foi apresentada como uma intervenção de referência, sendo apontada como a primeira estrada em Cabo Verde projetada e executada tendo em conta as exigências das mudanças climáticas, com recurso a critérios de elevada qualidade e soluções de última geração.
A reabilitação e asfaltagem deverá melhorar significativamente as condições de circulação numa via atualmente em péssimo estado de transitabilidade, reduzindo as dificuldades enfrentadas pelos utentes e reforçando a ligação entre diferentes zonas da ilha.
Com apenas seis meses decorridos dos 18 meses previstos, restam 12 meses para a conclusão da empreitada, num cenário em que os trabalhos permanecem praticamente suspensos.
JR/AA
Inforpress/Fim
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